O policial Militar Lucas Villegas e o policial penal Vitor Ribeiro Venancio dos Santos foram presos pela Polícia Civil, por participação no furto de drogas de um local que servia como entreposto de traficantes. O caso ocorreu em Campo Grande e a operação chamada “Lealdade Corrompida” foi realizada entre segunda e terça-feira (14).
A investigação apurou que um grupo de pessoas que se passou por agentes de segurança para cometer o crime. Segundo informações da Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar), os suspeitos retiraram uma grande quantidade de entorpecentes, de uma casa na capital.
Ainda conforme o delegado André Mendonça, responsável pela investigação, a ação foi planejada e executada de forma organizada, com uso de estrutura e aparência semelhante às de operações policiais.
No cumprimento dos mandados, outras duas pessoas acabaram presas temporariamente, enquanto um quinto investigado não foi localizado e agora está foragido.
Os demais envolvidos não são servidores públicos. Já os policiais presos foram levados à delegacia e permaneceram em silêncio durante depoimento.
Outras investigações tentam identificar quem são os traficantes responsáveis pela residência onde ocorreu o furto, bem como demais integrantes da organização criminosa. A reportagem não localizou a defesa dos envolvidos.
O que dizem as autoridades
Em nota, a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) informou que abriu procedimento administrativo para investigar o caso e afirmou que não aceita desvios de conduta. Disse ainda que possíveis irregularidades são de responsabilidade individual e não representam a instituição.
A Polícia Militar também se manifestou e confirmou que um de seus integrantes está entre os investigados. A corporação destacou que acompanha o caso, instaurou procedimento interno e reforçou que não tolera condutas ilegais.
A operação teve apoio de outras unidades policiais e faz parte de ações contínuas de combate ao tráfico de drogas e ao crime organizado no estado.
As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer todos os detalhes do caso. Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo WhatsApp (67) 99995-6105.