A Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu, nesta quarta-feira (1º), um mandado de prisão preventiva e outro de busca e apreensão contra um homem de 52 anos no município de Vera.
A operação foi deflagrada pela Delegacia de Polícia de Vera após as investigações apontarem risco de continuidade das práticas criminosas. Durante a ação na residência do investigado, dois aparelhos celulares foram apreendidos e serão periciados.
De acordo com os elementos reunidos pela equipe de investigação, o suspeito utilizava seu poder econômico para atrair as vítimas. Ele oferecia dinheiro e outros benefícios em troca de atos sexuais e do envio de imagens íntimas.
Até o momento, quatro adolescentes já denunciaram o investigado em Vera. Uma das principais provas técnicas obtidas pela polícia foi a quebra de sigilo bancário autorizada pela Justiça, que confirmou transferências financeiras diretas feitas pelo homem para uma adolescente de apenas 13 anos.
Histórico criminal e extensão em municípios vizinhos
A ficha criminal do suspeito aponta reincidência e atuação em outras localidades da região:
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Em Vera: O homem já havia sido indiciado em dois inquéritos anteriores envolvendo vítimas diferentes.
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Em Feliz Natal: Ele também foi indiciado pelo crime de favorecimento da prostituição de criança, adolescente ou pessoa vulnerável após a identificação de mais uma vítima na cidade vizinha.
Perícia nos celulares e próximos passos
Os dois celulares recolhidos passarão por uma extração de dados autorizada judicialmente. Segundo o delegado responsável pelo caso, Jailson Peres da Silva, a análise pericial do histórico de conversas e arquivos será fundamental para o andamento do processo.
“Os arquivos e históricos de conversas poderão contribuir para robustecer as investigações, cruzar dados entre os municípios e identificar possíveis novas vítimas”, explicou o delegado.
O investigado permanece preso e à disposição do Poder Judiciário. O crime de favorecimento da prostituição ou exploração sexual de menores é previsto pelo Código Penal e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), sendo tratado com máxima gravidade pela legislação brasileira, que assegura o sigilo absoluto sobre a identidade de todas as vítimas.
Como o caso segue em andamento para mapear novos desdobramentos, qualquer informação que possa auxiliar a polícia pode ser repassada de forma anônima e segura pelos canais oficiais de denúncia da Polícia Civil.
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