Polícia Civil de MT faz buscas em SP contra vazamento de fotos íntimas

A Polícia Civil de Mato Grosso realizou buscas em São Paulo nesta segunda-feira (19) contra um homem de 40 anos investigado por manter imagens íntimas de mulheres em um site pornográfico sem autorização. A apuração começou após uma moradora de Lucas do Rio Verde descobrir que fotos de nudez explícita suas haviam sido publicadas na página.

A ação, denominada Operação Imagem Violada, ocorreu na região da Vila União, na zona leste da capital paulista, com apoio da Polícia Civil de São Paulo. O investigado foi identificado durante as diligências conduzidas pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM).

Segundo a investigação, a vítima soube da publicação por meio de um aviso. Ao acessar o site, encontrou imagens próprias e informou à polícia que não havia compartilhado os arquivos com terceiros nem autorizado sua divulgação.

Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os policiais recolheram computadores, celulares, tablets, pendrives e outros equipamentos eletrônicos. Os dispositivos serão submetidos a exames para ajudar a esclarecer a origem dos arquivos e as circunstâncias em que as imagens foram divulgadas.

Investigação apura como imagens foram obtidas

A delegada responsável pelo caso, Paula Moreira Barbosa, afirmou que uma das hipóteses analisadas envolve possíveis ataques cibernéticos ou outras formas de acesso aos arquivos. Até o momento, porém, a investigação não confirmou como as imagens chegaram ao site.

“Até o momento, porém, não há confirmação sobre o método utilizado. A análise dos dispositivos apreendidos deverá auxiliar no esclarecimento dessa dinâmica e na coleta de novos elementos sobre o caso”, explicou a delegada.

De acordo com a Polícia Civil, a página investigada reunia uma grande quantidade de imagens íntimas de diferentes vítimas, publicadas ou mantidas sem consentimento. A análise do material apreendido deverá contribuir para esclarecer a dinâmica dos fatos e reunir elementos para a apuração.

Os mandados foram autorizados pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Sinop. A investigação está em fase de finalização, com diligências direcionadas à identificação da forma de obtenção e divulgação das imagens.

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