Perícia de Mato Grosso identifica 3º morto em queda de avião clandestino que ia para a Venezuela

A confirmação da identidade do terceiro ocupante morto na queda do bimotor Cessna 402 em Água Boa acendeu o sinal de alerta nas autoridades policiais de Mato Grosso.

O homem de 41 anos, de nacionalidade paraguaia, estava a bordo junto a um compatriota de 44 anos e a um empresário do setor aeronáutico de 65 anos, apontado como dono da aeronave.

A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que a viagem tratava-se de uma rota clandestina do narcotráfico internacional com destino à Venezuela.

O avião decolou de Goiânia (GO) sem plano de voo aprovado, sem documentação e sem certificado de aeronavegabilidade regularizado no país.

Alerta ligado: bastidores da compra e histórico da aeronave

O cruzamento de dados traz à tona um rastro de irregularidades que embasam o inquérito policial:

  • Alerta no leilão e pagamento em espécie: O avião havia sido arrematado em leilão judicial quatro meses antes do acidente. A compra acendeu o alerta dos investigadores após o uso de dinheiro vivo e a entrega de um carro de luxo associado a um investigado por tráfico internacional;

  • Passado de drogas: A própria aeronave já havia sido retida pela Polícia Federal em 2017, na época transportando uma carga de 67 quilos de cocaína;

  • Sem autorização para voar: O comprador foi formalmente notificado de que o bimotor não possuía autorização da ANAC nem matrícula brasileira liberada para decolagens;

  • Rota internacional clandestina: Imagens de câmeras de segurança e depoimentos colhidos no inquérito reforçam que o grupo cruzaria a fronteira sem passar por nenhum controle aéreo.

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