Pastor
Um pastor e sua irmã foram flagrados pela polícia vendendo remédios irregulares para emagrecimento em Quirinópolis (GO). Produtos não tinham registro na Anvisa.
Por Redação • Publicado em 20/05/2025 às 12h40
A Polícia Civil de Goiás prendeu o pastor Caio Pimentel, acusado de comandar um esquema de venda ilegal de medicamentos para emagrecimento na cidade de Quirinópolis, no sudoeste goiano. De acordo com a investigação, ele usava sua posição religiosa para conquistar a confiança de fiéis e vender produtos sem registro na Anvisa, com alegações de emagrecimento rápido e natural.
Segundo informações divulgadas pelo repórter James Mateus durante o programa Balanço Geral, o pastor e sua irmã — também envolvida no esquema — atuavam há mais de um ano na distribuição dos remédios, que eram vendidos com promessas milagrosas de emagrecimento.
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Fiéis denunciaram o uso da fé para aplicar golpes
O caso chegou à polícia após denúncias de moradores da cidade, muitos deles fiéis da igreja liderada pelo pastor, que alegaram terem sido enganados com falsas promessas de emagrecimento rápido e seguro. Os relatos indicam que o pastor se aproveitava da confiança depositada por membros da igreja para impulsionar as vendas dos produtos.
Durante uma operação da Polícia Civil, o pastor e a irmã foram flagrados tentando despachar cerca de 100 frascos dos medicamentos, prontos para distribuição em Quirinópolis e outras cidades da região. Os remédios vinham em cápsulas e eram vendidos como naturais, mas sem qualquer registro ou controle sanitário.
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Ponto comercial clandestino e material apreendido
A investigação revelou ainda que o pastor havia alugado um ponto comercial na cidade exclusivamente para a venda dos produtos. No local, a polícia encontrou equipamentos utilizados para embalar os remédios, além de rótulos e frascos vazios. Todo o material foi apreendido e levado à delegacia.
Os medicamentos, de origem ainda sob apuração, eram comprados de outras cidades e revendidos de forma ilegal, com alegações de que se tratavam de produtos naturais — o que, segundo autoridades de saúde, não isenta os riscos à saúde, principalmente quando ingeridos sem prescrição médica.
Pastor confessa; irmã vai responder em liberdade
Ao ser detido, o pastor confessou à polícia que comercializava os medicamentos há mais de um ano. Já sua irmã, embora tenha sido encontrada no local, negou participação ativa e vai responder em liberdade. O caso agora segue sob investigação, e a Polícia Civil quer apurar quantas pessoas foram afetadas e se houve reações adversas aos produtos vendidos.
A expectativa é que novas fases da operação sejam deflagradas em breve, já que o esquema pode envolver outras pessoas e cidades.
Perigo dos “remédios naturais”
O caso reacende o alerta sobre o uso de produtos vendidos como “naturais” sem supervisão sanitária. Segundo especialistas, muitos desses medicamentos em cápsulas têm concentrações elevadas e podem causar danos graves ao fígado, incluindo hepatite medicamentosa e até cirrose hepática, mesmo em pessoas que não fazem uso de álcool.
“Muita gente tem tido problemas sérios no fígado e não sabe que o motivo pode estar nesses produtos vendidos como se fossem inofensivos”, alertou o apresentador Branquinho, que comentou o caso ao vivo.
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