Padrasto é preso por estupro de vulnerável em Sinop

Um homem de 48 anos foi preso em flagrante suspeito de estupro de vulnerável em Sinop, no norte de Mato Grosso, na tarde de sábado (24), conforme divulgado pela Polícia Civil. A prisão foi realizada por equipes da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) após a mãe da vítima, uma menina de 11 anos, denunciar o caso às autoridades.

Segundo a Polícia Civil, o suspeito é padrasto da criança e teria cometido o abuso enquanto a companheira estava fora de casa trabalhando. Conforme apurado pela reportagem junto às informações oficiais da corporação, após o crime o homem teria obrigado a menina a se lavar e a agredido fisicamente para intimidá-la e impedir que contasse o ocorrido.

A vítima conseguiu ligar para a mãe logo após os fatos e relatou a violência sofrida. Diante da denúncia, policiais da Draco se deslocaram até a residência indicada e efetuaram a prisão em flagrante do suspeito. Ele foi encaminhado à delegacia, autuado pelo crime de estupro de vulnerável em Sinop e permanece à disposição da Justiça.

Crime prevê pena elevada no Código Penal

O crime de estupro de vulnerável está previsto no artigo 217-A do Código Penal Brasileiro. A legislação considera vulnerável qualquer pessoa menor de 14 anos, independentemente de consentimento. A pena prevista varia de oito a quinze anos de prisão, podendo ser ampliada em situações agravantes.

Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam que a maioria dos casos de violência sexual contra crianças e adolescentes ocorre dentro do ambiente familiar ou é praticada por pessoas próximas da vítima. Especialistas alertam que o silêncio das vítimas costuma estar relacionado ao medo, à intimidação e à dependência emocional.

Atendimento e denúncia

Casos de violência sexual contra crianças e adolescentes podem ser denunciados de forma anônima pelo Disque 100, canal nacional de proteção aos direitos humanos. Em situações de emergência, a orientação é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo telefone 190 ou procurar a delegacia mais próxima.

  • Disque 100: denúncias anônimas de violações contra crianças e adolescentes;
  • 190: atendimento emergencial da Polícia Militar;
  • Conselho Tutelar: acolhimento e proteção de vítimas menores de idade.

A Polícia Civil informou que o caso seguirá sob investigação para coleta de novos depoimentos e demais procedimentos legais.

Reportagem baseada em informações oficiais divulgadas pela Polícia Civil de Mato Grosso.

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