Oficina com materiais manipuláveis desenvolve raciocínio lógico e autonomia em estudantes de Várzea Grande

A aplicação de recursos didáticos concretos no ambiente escolar consolida-se como vetor estratégico para o ensino de conceitos matemáticos abstratos na rede pública de Várzea Grande.

Em atividade realizada na Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Joaquim da Cruz Coelho, estudantes do projeto Escola em Tempo Ampliado (ETA) desenvolveram a habilidade de leitura de relógios analógicos e organização temporal por meio de modelos manipuláveis confeccionados com materiais de baixo custo.

A proposta pedagógica foi estruturada a partir da identificação de lacunas operacionais na rotina de sala de aula em relação à interpretação dos ponteiros de horas e minutos.

Para transpor a dificuldade de assimilação, foram produzidos protótipos individuais e coletivos em papelão, permitindo que as crianças alterassem a posição dos marcadores e correlacionassem os movimentos angulares à contagem do tempo.

Resolução guiada de problemas e fortalecimento do ensino integral

A metodologia tátil viabilizou a mediação passo a passo e o acompanhamento individualizado de alunos com maiores índices de hesitação. A transição da teoria para a prática tátil permitiu decompor a estrutura do tempo em partes compreensíveis, conectando a representação matemática ao planejamento das atividades do cotidiano infantil.

A direção da unidade escolar ressaltou que a utilização de metodologias ativas no ensino fundamental reforça a atenção concentrada, a percepção espacial e a autonomia dos estudantes. A iniciativa alinha-se às diretrizes da educação em tempo ampliado ao converter conteúdos curriculares em ferramentas funcionais para a rotina diária das crianças.

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