A sessão na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul desta quarta-feira (7) foi rápida. Durou aproximadamente quarenta minutos. Mas, se o debate no plenário foi curto, nos bastidores a conversa se estende para definir quem vai ocupar as cadeiras mais importantes da mesa diretora.
A vaga mais cobiçada é a de presidente, a voz principal da Assembleia Legislativa. Cabe a ele definir quais projetos de lei entram em votação, administrar o ritmo dos debates e representar o poder legislativo diante dos demais poderes. Atualmente, cinco nomes já manifestaram interesse no cargo. Quatro deles do Partido Liberal (PL).
Paulo Carrêa é um dos pretendentes. Ele ocupa há quatro anos a primeira secretaria da casa.

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Zé Teixeira também quer o posto e tem a seu favor o fato de ter sido o deputado mais votado em 2026. “Todos os 24 candidatos têm direito de ser candidato a presidente da assembleia. É um direito igual dos 24. Quem vai ser eleito vai ser quem tiver 13 votos, e eu já tenho 12”.
Coronel David é outro que se interessou pela vaga. O argumento é que os colegas de partido já participaram da mesa diretora anteriormente.
“Eles já tiveram a oportunidade deles e acho que agora eu tenho legitimidade pra também pedir o meu espaço e acho que a casa precisa de inovação, precisa olhar pra frente. Mas eu com muita humildade, a gente tem que discutir isso aí internamente pra que o partido chegue unido aqui e aí sim fazer uma composição com os demais partidos pra que nós tenhamos o maior número de votos possível pra ganhar a eleição pra mesa.”
Coronel David
O último nome do PL na disputa é Márcio Fernandes. O deputado ainda tem o futuro político indefinido, já que a eleição dele depende da confirmação de impugnação da candidatura de Jamilson Name que aguarda julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Caso Jamilson consiga reverter na justiça, Márcio perde a cadeira na casa pelo recálculo do quociente eleitoral.
Fora do PL, partido de maior bancada, corre o deputado Caravina, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Ele confirmou à reportagem que colocou o nome à disposição e aguarda avaliação da legenda.

Mesmo com a segunda maior bancada da Casa de Leis, o Partido dos Trabalhadores (PT) não tem pretensão de disputar a presidência, mas já articula para garantir um representante na mesa diretora, como garante a deputada Gleice Jane.
“Olha, a gente iniciou hoje algumas conversas a respeito disso, mas não efetivamente dentro do PT. A gente está ouvindo essas especulações, mas com certeza a gente tem hoje uma bancada expressiva e a gente vai reivindicar um espaço dentro da mesa diretora.”
Gleice Jane
Além da presidência, outro cargo chama a atenção dos parlamentares: o de primeiro-secretário, considerado o “prefeito” da Casa de Leis. É ele quem assina contratos, gerencia o orçamento e comanda a parte administrativa e financeira do parlamento.
Nos bastidores, Gerson Claro, atual presidente da assembleia, atua para assumir o posto.
“Política é poder, né? O espaço de poder que a pessoa puder ocupar e tiver capacidade de ocupar tem que buscar, mas não é individual, é voto, né. Primeiro, eu acho que tem que ser dentro do partido, né? Se tiver um consenso, que o partido faça a indicação sua. Depois é obedecer ao que é normal, não é regra, mas normalmente quem indica o presidente é quem teve mais deputados eleitos, quem indica o secretário, vice. Então essa composição vai ser discutida depois. Eu não quero antecipar nada, até porque não tive nenhuma conversa com a senadora Tereza”.
Gerson Claro
Mesmo com a movimentação nos bastidores, existe um consenso de que a definição da mesa diretora só sai no mês que vem, após o segundo turno. Os futuros donos dessas cadeiras assumem as funções em fevereiro do ano que vem.