MT projeta 51,4 milhões de toneladas de soja em 25/26

Mato Grosso caminha para colher a maior safra de soja de sua história. Projeção divulgada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) aponta que o Estado deve alcançar 51,41 milhões de toneladas na safra 2025/26, consolidando um novo recorde na série histórica do instituto.

O volume supera em 1,02% o resultado da temporada passada e representa também um avanço em relação à estimativa anterior. A área plantada foi mantida em 13,01 milhões de hectares, mas o destaque ficou para a produtividade média, projetada em 65,87 sacas por hectare, índice que se aproxima dos melhores já registrados no Estado.

Na última semana o estado já colheu mais de 78% da soja plantada – Foto: Mais Agro

O principal motor do crescimento foi o regime de chuvas durante o desenvolvimento das lavouras. Em grande parte das regiões produtoras, o clima favoreceu o enchimento de grãos e elevou o potencial produtivo das plantas.

Embora algumas áreas tenham registrado excesso de umidade, que pode afetar a qualidade de parte dos grãos, o saldo geral ainda é considerado positivo. A colheita já ultrapassa 78% da área prevista, mesmo com interrupções pontuais causadas pelas chuvas nas últimas semanas. 

Mercado acompanha movimento

No mercado interno, os preços oscilaram levemente na última semana, comportamento considerado dentro da normalidade para o período de colheita, quando há maior oferta disponível. A formação de preço segue impactado pelo câmbio e pelas cotações internacionais, fatores que já balizam o valor recebido pelo produtor. 

Agora, o próximo passo será garantir eficiência na comercialização e no escoamento da produção. Em anos de grande oferta, a logística passa a ser um ponto crítico para garantir a eficiência da safra. 

O avanço da colheita e a concentração da oferta aumentam a demanda por caminhões, pressionando os valores e elevando o custo logístico justamente no momento em que o Estado confirma uma safra histórica.

Desafio logístico

Nesse cenário, o escoamento da safra, o frete voltou a ganhar força, especialmente no corredor rumo a Miritituba (PA), um dos principais pontos de saída da soja mato-grossense pelo Arco Norte.

O transporte no trecho entre Sorriso (MT) e Miritituba (PA) subiu para R$ 345 por tonelada na última semana, após ter fechado o relatório anterior em R$ 335,72/t. A alta reflete também a dificuldade logística que ainda afeta a região. 

Porto Miritituba Fila
No local, caminhoneiros que transportam a soja mato-grossense relatam dificuldades para se alimentar e falta de estrutura básica- Foto: Famato

Na última semana o congestionamento de caminhões carregados chegou a 30 km, com tempo de espera de até três dias para conseguir descarregar a soja mato-grossense. 

O avanço da colheita e a concentração da oferta aumentam a demanda por caminhões, pressionando os valores e elevando o custo logístico justamente no momento em que o Estado confirma uma safra histórica.

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