MP pede júri e indenização de R$ 1 milhão contra corretor que atirou na ex em MT

O Ministério Público de Mato Grosso (MPE) denunciou o empresário Bruno Pianesso Silva de Oliveira por ameaça no contexto de violência doméstica, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, tentativa de feminicídio contra a companheira Aline Petri e tentativa de homicídio contra o enteado de 7 anos. O crime aconteceu no dia 27 de março, em Sorriso (MT).

Na decisão o promotor de Justiça, Luiz Fernando Rossi Pipino, pediu ainda que o acusado passe pelo Tribunal do Júri, além de fixação de indenização mínima no valor de R$ 1 milhão para reparação dos danos sofridos pelas vítimas.

O empresário atuava como corretor de imóveis e também pertencia a um clube de tiros. – Foto: Reprodução

Relembre o caso

De acordo com a denúncia, a vítima comunicou ao acusado, na manhã do dia 27 de março, que queria terminar o relacionamento. A decisão desencadeou em uma discussão e ameaças de morte contra a vítima.

No mesmo dia, já no período noturno, a mulher decidiu deixar a residência que vivia com o acusado, no bairro Taiamã, acompanhada dos dois filhos, uma criança de 7 anos e outra de 3 anos. Quando saía da garagem em um veículo, o acusado chegou ao local e tentou impedir a partida da mulher.

Ao perceber que a vítima manobrava o carro, Bruno efetuou diversos disparos de arma de fogo em direção ao veículo. A mulher foi atingida no tórax, mas conseguiu escapar e dirigir até uma unidade de saúde, onde recebeu socorro médico.

A criança de 7 anos que estava acomodada em uma cadeirinha no banco traseiro não foi atingida.

Veja o vídeo do momento dos disparos:

Após o ataque, Bruno fugiu da cidade e se entregou na delegacia de polícia de Sorriso dois dias depois do crime. Em depoimento, o suspeito demonstrou arrependimento e chegou a chorar.

Na denúncia, o promotor destacou que o acusado assumiu o risco de matar tanto a mulher quanto o enteado menor de idade. “Houve total desprezo pela vida e pela integridade das vítimas”, cita um dos trechos.

Agora, cabe à Justiça aceitar ou não a denúncia, para que o acusado se torne réu.

Alívio por sobreviver

Dias após o ataque, a fisioterapeuta Aline Petri agradeceu o apoio de familiares e amigos por meio de vídeo publicado nas redes socias e contou as dificuldades que enfrentou após o crime.

Veja o vídeo do relato:

Ao Primeira Página, a defesa de Bruno Pianesso, o advogado Carlos Alberto Koch, informou que o cliente permanece preso e um pedido de habeas corpus para determinar a sua soltura foi protocolado no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Contudo, o recurso ainda não foi julgado.

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