Militar que matou Miriam detalha atropelamento à polícia

O militar afastado Victor Vicentin Rocha, de 22 anos, prestou depoimento à Polícia Civil na manhã desta segunda-feira (22), após atropelar e matar a motociclista Miriam Rosa Matos, de 45 anos, na manhã de sábado (20), em Campo Grande.

Miriam, à esquerda, e Victor Rocha, à direita (Foto: reprodução)
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Mais cedo, o acusado passou por audiência de custódia e teve a prisão preventiva mantida pela Justiça de Mato Grosso do Sul.

Durante o interrogatório, Victor optou por prestar esclarecimentos sobre a dinâmica do acidente, ocorrido por volta das 6h30, no cruzamento das ruas Maracaju e Padre João Crippa, na região central da Capital.

Miriam conduzia uma motocicleta quando foi atingida pela caminhonete dirigida pelo jovem. Com a força do impacto, a vítima foi arremessada e morreu ainda no local.

Após a colisão, a caminhonete perdeu o controle, atingiu uma árvore e invadiu o estacionamento de uma clínica médica.

À polícia, Victor relatou calmamente que é habilitado desde 2023 e que serviu ao Exército em Campo Grande, mas está afastado há cerca de um ano para tratamento de saúde.

Sobre as horas que antecederam o acidente, o militar afastado afirmou que começou a consumir vodca com energético por volta da meia-noite de sábado em dois bares da região central da cidade. Em seguida, acompanhado de um amigo, foi até uma lanchonete no Bairro Guanandi.

Depois de comerem, os dois decidiram encontrar duas jovens no Bairro Nova Lima. Durante o trajeto, segundo o relato do motorista, ocorreu uma primeira colisão.

Militar presta depoimento à polícia
Militar presta depoimento à polícia (Foto: Reprodução)

“Tinha um outro veículo que estava comendo a faixa, e a caminhonete passou raspando no retrovisor, se eu não me engano, dele. Só que eu fui embora. Aí, seguindo o destino no GPS, esse carro começou a perseguir a gente, buzinando e jogando luz. E eu comecei a correr dele”, afirmou.

Conforme o depoimento, cerca de dois quilômetros após a primeira batida, Victor avançou o sinal vermelho no cruzamento das ruas Maracaju e Padre João Crippa, onde atingiu a motocicleta pilotada por Miriam.

O militar afastado afirmou que se recorda apenas de ter visto o semáforo vermelho antes da colisão e, em seguida, do veículo já destruído após o impacto.

“Eu desci do carro e escutei que a mulher havia morrido. Entrei em choque. Não consegui me mover. Fiquei lá no chão”, declarou.

Victor e o passageiro da caminhonete foram socorridos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhados para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Após receber alta médica, o motorista foi levado à delegacia, onde realizou o teste do bafômetro.

O exame apontou concentração de 0,42 miligrama de álcool por litro de ar expelido pelos pulmões, valor superior ao limite que configura crime de trânsito.

Ao final do interrogatório, o policial questionou se ele tinha consciência de que não estava em condições de dirigir. Em resposta, Victor afirmou que foi a primeira vez que consumiu bebida alcoólica e assumiu a direção de um veículo.

Ele também declarou que está em tratamento de saúde e faz uso de medicamentos psiquiátricos.

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