O funkeiro Odanil Gonçalo Nogueira da Costa, mais conhecido como MC Mestrão, deixou a cadeia nesse sábado (11) e publicou um vídeo na rede social Tik Tok afirmando ser inocente e que não canta músicas de apologia ao crime.
MC Mestrão foi preso no dia 31 de março investigado por ajudar a divulgar uma facção criminosa com músicas que exaltariam o grupo organizado.
“O funk mudou minha vida! Fiquei oito anos privado, conheci várias pessoas. Mas eu vivo da música é meu serviço. Se me pagar para fazer uma música, eu vou fazer”, afirmou no vídeo.
Ao deixar a cadeia, MC Mestrão publicou um vídeo saindo da unidade prisional e sendo acolhido por familiares e amigos. Veja vídeo:
O funkeiro ainda afirmou que evita cantar músicas de apologia ao crime e que afirmou que existem outros artistas que realmente cantam músicas ligadas a facções criminosas e não são presos. Veja vídeo:
Ainda por meio de um nota publicada também no perfil da rede social do funkeiro, ele explica que o que ocorre é uma investigação baseada principalmente em interpretações de letras musicais. Para ele, considerado “algo extremamente perigoso”.
“[…] O MC Mestrão vive exclusivamente da música, dos shows e do contato com o público. Como qualquer artista acessível, é normal ter fotos, vídeos e contato com diversas pessoas. Transformar isso em indício de crime é forçar uma narrativa que não se sustenta”, diz trecho da nota.
Leia a nota na íntegra:
NOTA OFICIAL
A recente acusação contra o MC Mestrão precisa ser analisada com responsabilidade e respeito ao princípio básico da justiça: ninguém pode ser tratado como culpado antes de ser julgado e afirmamos com tranquilidade sua inocência.
O que vemos até agora é uma investigação baseada principalmente em interpretações de letras musicais, algo extremamente perigoso. O funk, como expressão artística, retrata realidades, e transformar isso em prova criminal cria um precedente preocupante.
Outro ponto importante: o MC Mestrão vive exclusivamente da música, dos shows e do contato com o público. Como qualquer artista acessível, é normal ter fotos, vídeos e contato com diversas pessoas. Transformar isso em indício de crime é forçar uma narrativa que não se sustenta.
Quanto às músicas apontadas como suposta apologia, trata-se de um trabalho artístico e profissional. Ainda assim, em respeito à Justiça, a equipe já avalia e pode retirar conteúdos que venham a ser considerados questionáveis.
Além disso, não há condenação, apenas alegações. Em um país democrático, acusação não é prova e estamos atentos às fake news dos sites de notícias para posterior providências.
Os amigos e fãs podem aguardar tranquilos e confiar na justiça.
A verdade sempre prevalece.