Mato Grosso registra atuação do CBMMT em propriedades rurais enquanto monitora focos de calor via satélite

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combateu dois incêndios florestais nesta segunda-feira (5), registrados em propriedades rurais de Barão de Melgaço e Poconé. Conforme divulgado pelo CBMMT, as equipes trabalham de forma contínua para controlar as chamas, evitar a propagação do fogo e eliminar os focos ativos.

As ocorrências recebem apoio de diferentes forças conforme a necessidade de cada operação. Entre os órgãos mobilizados estão o Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), a Defesa Civil Estadual, o Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e a Polícia Militar.

A integração permite ampliar a capacidade de resposta em áreas rurais e direcionar recursos para pontos onde o fogo apresenta risco de avanço. Conforme apurado a partir das informações oficiais, as ações têm foco no controle das ocorrências e na prevenção de novos danos.

Incêndios florestais mobilizam equipes

Os dois registros estão localizados em propriedades rurais de Barão de Melgaço e Poconé. A atuação dos bombeiros busca impedir que as chamas avancem para outras áreas e reduzir os riscos provocados pelo fogo.

O cenário também é acompanhado por meio de dados de satélite. Nas últimas 24 horas, foram identificados 15 focos de calor em Mato Grosso, segundo a checagem realizada às 17h no programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), com dados do satélite de referência Aqua Tarde.

Dos registros, 13 estavam na Amazônia, um no Cerrado e um no Pantanal. Também foram identificados três focos em Terras Indígenas: dois na Terra Indígena Terena Gleba Iriri, em Matupá, e um na Terra Indígena Sete de Setembro, em Rondolândia.

Foco de calor não significa incêndio

Os dados de satélite exigem interpretação técnica. Um foco de calor indica uma área com temperatura elevada detectada por satélites, mas não significa, isoladamente, que exista um incêndio florestal.

De modo geral, a identificação de um incêndio depende da análise conjunta dos focos de calor e das características da área monitorada. Por isso, os registros obtidos por satélite funcionam como uma ferramenta de apoio à identificação e ao acompanhamento de possíveis ocorrências.

Nas Terras Indígenas, o combate aos incêndios segue uma atribuição diferente. Segundo o CBMMT, o Governo Federal é responsável pela atuação nessas áreas, pois o Estado não possui autorização para realizar o combate diretamente.

Operação Infravermelho monitora uso do fogo

Além do combate direto às ocorrências, o CBMMT mantém ações de fiscalização por meio da Operação Infravermelho. O monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.

A estrutura utiliza imagens de satélite e outras tecnologias para identificar áreas com risco de incêndio ou locais onde o fogo possa ter sido iniciado de maneira irregular. A estratégia combina prevenção, acompanhamento das ocorrências e identificação de possíveis responsáveis.

Desde o início do período proibitivo do uso do fogo, o Corpo de Bombeiros já registrou atuação em ocorrências nos municípios de Água Boa, Aripuanã, Boa Esperança do Norte, Bom Jesus do Araguaia, Canarana, Chapada dos Guimarães, Colíder, Colniza, Dom Aquino, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Guiratinga, Lambari D’Oeste, Luciara, Matupá, Nova Maringá, Nova Ubiratã, Nova Xavantina, Paranatinga, Peixoto de Azevedo, Primavera do Leste, Ribeirão Cascalheira, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia e União do Sul.

Uso do fogo está proibido em período definido

O CBMMT reforça que o uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais está proibido nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, a proibição ocorre durante todo o ano.

O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e resultar nas penalidades previstas em lei. Além dos impactos ambientais, as chamas podem representar riscos à segurança pública e à saúde da população, especialmente quando atingem áreas próximas a comunidades e propriedades.

Quem identificar uma situação de uso irregular do fogo pode comunicar as autoridades pelos telefones 193, do Corpo de Bombeiros Militar, ou 190, da Polícia Militar.

Para acompanhar novas ocorrências e orientações oficiais sobre prevenção de incêndios florestais, a recomendação é consultar os canais dos órgãos responsáveis e comunicar situações de risco às autoridades competentes.

Reportagem baseada em informações oficiais do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) e dados do programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

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