Mais de 560 mil urnas são levadas aos locais de votação na véspera das eleições

Mais de 560 mil urnas eletrônicas estão sendo levadas aos locais de votação em todo o país neste sábado (3), véspera do primeiro turno das Eleições 2026. A operação faz parte dos últimos preparativos da Justiça Eleitoral antes da abertura das seções neste domingo (4).

Do total de equipamentos mobilizados, cerca de 499 mil serão utilizados diretamente na votação. Outras quase 65 mil urnas ficarão de reserva e poderão substituir equipamentos que apresentem algum problema durante o pleito.

Após chegarem aos locais de votação, as urnas são posicionadas nas respectivas seções, preparadas para o funcionamento e mantidas sob guarda policial até o início da votação.

Mais de 560 mil urnas são levadas aos locais de votação. – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A dimensão da operação exige a participação de diferentes órgãos públicos. No Rio de Janeiro, por exemplo, parte dos equipamentos foi transportada em ônibus escolares, enquanto profissionais da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) auxiliaram no deslocamento das urnas.

Dentro dos locais de votação, servidores da Justiça Eleitoral e voluntários convocados trabalham na organização das seções, na definição dos espaços para circulação dos eleitores e na colocação de materiais informativos.

Zerésima comprova ausência de votos

Além da preparação física das seções, os tribunais regionais eleitorais realizam procedimentos para verificar os sistemas que serão usados na eleição.

Entre eles está a emissão da chamada zerésima do Sistema de Gerenciamento da Totalização, procedimento que demonstra que não existe nenhum voto previamente registrado no banco de dados responsável pela totalização dos resultados.

A mesma verificação será realizada individualmente nas urnas antes da abertura das seções neste domingo. Os mesários deverão emitir a zerésima de cada equipamento, documento que comprova que a urna começa a votação sem qualquer voto registrado.

Segundo o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), desembargador Claudio de Mello Tavares, essas etapas permitem que o processo seja acompanhado e verificado publicamente.

Ele explicou que a segurança da eleição começa antes mesmo de o eleitor chegar à cabine de votação e envolve desde a preparação dos sistemas até a carga e lacração das urnas, além da fiscalização realizada por partidos e instituições.

Urnas são sorteadas para auditoria

Os tribunais também sortearam neste sábado as urnas que passarão por auditorias durante o primeiro turno.

Uma parte dos equipamentos será submetida ao teste de autenticidade dos sistemas eleitorais. Nesse procedimento, juízes eleitorais verificam nas próprias seções se os programas instalados nas urnas correspondem aos sistemas desenvolvidos, assinados digitalmente e lacrados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Outra parte das urnas sorteadas será submetida ao teste de integridade. Nesse caso, os equipamentos são retirados das seções antes do início da votação e levados para locais preparados para a auditoria, que pode ser acompanhada por fiscais e pelo público.

No Rio de Janeiro, por exemplo, o procedimento será realizado em espaços como o Tribunal de Justiça e a sede da Fundação Getulio Vargas.

Durante o teste, votos previamente registrados em cédulas de papel são reproduzidos na urna eletrônica. Ao final, os resultados obtidos pelos dois métodos são comparados para verificar se o equipamento registrou exatamente os votos digitados.

De acordo com o TRE-RJ, os diferentes procedimentos de fiscalização e auditoria permitem verificar o funcionamento do sistema eletrônico antes, durante e depois da votação.

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