Lula anuncia ampliação de áreas protegidas no Pantanal e criação de reserva no Cerrado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou neste domingo (22) a criação de uma reserva ecológica em Minas Gerais e a ampliação de duas áreas protegidas no Pantanal: o Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense e Estação Ecológica de Taiamã.

O anúncio foi feito durante o Segmento de Alto Nível, evento político que antecede a abertura oficial da 15ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro (COP15) de Espécies Migratórias.

Segmento de Alto-Nível da COP15. (Foto: Rogério Cassimiro/MMA)

O Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense, localizado em Poconé, passa a ter mais 47,3 mil hectares de área protegida, totalizando 183,1 mil hectares. Para isso, serão investidos R$ 66 milhões em regularização fundiária.

Para evitar a demora com desapropriações na justiça, foi criado um modelo em que instituições privadas e ONGs ajudam a comprar as terras de proprietários rurais e as doam ao governo.

Já na Estação Ecológica de Taiamã, a ampliação foi de 57 mil hectares. Agora, a área protegida é de 68,5 mil hectares.

Juntas, as ampliações elevam de 4,7% para 5,4% o percentual de áreas protegidas do Pantanal, em linha com recomendações internacionais voltadas à prevenção, mitigação e recuperação de ecossistemas.

Além disso, o presidente assinou a criação da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Córregos dos Vales do Norte de Minas, que terá 69,9 mil hectares, abrangendo os municípios de Riacho dos Machados, Rio Pardo de Minas e Serranópolis de Minas.

A nova reserva tem como foco a proteção do Cerrado e das comunidades tradicionais que vivem nas áreas de chapadas e vazantes drenadas pelos córregos Tamanduá, Poções e Vacaria. Entre seus objetivos estão a conservação de nascentes que abastecem a região, a proteção de áreas de extrativismo e a garantia do acesso ao território pelas populações geraizeiras.

“A presidência brasileira do COP 15 tem três prioridades. Primeira, dialogar com os princípios consagrados pelas convenções do clima e da biodiversidade. Segunda, trabalhar para ampliar e mobilizar recursos financeiros, criar fundos e mecanismos multilaterais inovadores, principalmente pelos países em desenvolvimento. Terceiro, universalizar a declaração do Pantanal que adotamos hoje, propõe que mais países se envolvam de maneira eficaz na proteção das espécies. O tema dessa sessão de alto nível mostra algo essencial. Não haverá prosperidade duradoura na América Latina sem a proteção da nossa biodiversidade”

Lula durante discurso

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Bastidores

Lula chegou em Campo Grande por volta das 15h30 ao Aeroporto Internacional Ueze Elias Zahran. Ao deixar o local, desceu do carro para falar com apoiadores que o esperavam desde o início da tarde na avenida Afonso Pena.

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No caminho, em um vídeo gravado pela primeira-dama, Janja Silva, falou sobre a vinda a Campo Grande.

“Nós estamos aqui em Campo Grande, vamos ao Centro de Convenção de Campo Grande, participar da COP15, uma COP que trata de preservação das aves migratórias. O Brasil é o coordenador desse evento e por isso eu estou aqui. Cheguei ontem à uma hora da manhã de Bogotá, levantei de manhã, fiz minha esteira, fiz minha ginástica e estou aqui porque o Brasil e o Lula não param de trabalhar”.

Assim que chegou ao Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo, se reuniu a outras figuras políticas para a foto oficial, entre elas o governador Eduardo Riedel e a ministra do Planejamento e Orçamento Simone Tebet, e depois foi para uma reunião bilateral com o presidente do Paraguai, Santiago Peña.

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião bilateral com o Presidente da República do Paraguai, Santiago Peña. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião bilateral com o Presidente da República do Paraguai, Santiago Peña. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Com uma hora de atraso, o evento começou com a fala de Marina Silva, seguida de Amy Fraenkel, secretária-executiva da CMS, de Fernando Aramayo Carrasco, chanceler da Bolívia, e Santiago Peña, presidente do Paraguai. (Assista acima)

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