A Justiça determinou, na tarde desta quarta-feira (8), a soltura dos policiais militares Thiago Germano de Figueiredo e Enilton Cintra Duarte, que foram presos por envolvimento na morte de Welington dos Santos Vieira, de 27 anos, durante uma abordagem há pouco mais de uma semana, em Anastácio.
A decisão leva em conta que o período da prisão temporária acabou e, até agora, não existem motivos concretos para mantê-la ou estendê-la.
A Associação de Praças de Policiais e Bombeiros Militares do MS (ASPRA-MS), que acompanha o caso, comemorou a decisão:
“A medida representa um importante restabelecimento da legalidade e reforça a necessidade de respeito ao devido processo legal, à ampla defesa e à presunção de inocência, sem prejuízo do regular prosseguimento das investigações. A ASPRA-MS enaltece a atuação firme, técnica e incansável de seu corpo jurídico, que acompanhou o caso com responsabilidade, agilidade e compromisso na defesa dos direitos dos militares associados.”
ASPRA-MS.
Os policiais foram inicialmente afastados da Polícia Militar e, em seguida, presos a pedido da própria corregedoria da corporação, após a repercussão de um vídeo que mostra a abordagem que terminou na morte de Welington, um dos suspeitos de matar um casal em Anastácio.
No boletim de ocorrência sobre a abordagem, os policiais afirmam que Welington foi baleado ao avançar contra um deles com uma faca que escondia no calção. O vídeo, entretanto, mostra que o rapaz foi baleado enquanto corria dos dois policiais.
O assassinato do casal
Welington figurava entre os suspeitos do assassinato de Vilson Fernandes Cabral, de 50 anos, e de sua esposa, Maria Clair Luzni, de 46 anos, em Anastácio. O casal foi morto a mando da própria filha, Maria de Fátima Luzni Fernandes, de 26 anos. O namorado, Wendebrson Haly Matos da Silva, também é apontado como mandante. Ambos estão presos.
Para a Polícia Civil, além de Welington, também participou diretamente da execução do casal David Vareiro Machado, de 24 anos, morto por Wendebrson no dia seguinte ao duplo homicídio, após cobrar o pagamento pelo crime.