Juíza marca julgamento de homem que matou e arrastou corpo de jovem

A juíza Rosângela Zacarkim dos Santos, da 1ª Vara Criminal de Sinop (500 km de Cuiabá), recebeu denúncia do Ministério Público e tornou réu Wellington Honorato dos Santos, 32 anos, pelos crimes de homicídio qualificado – qualificadora motivo fútil – e ocultação de cadáver de Bruna de Oliveira, 24 anos. Ele é acusado de matar e arrastar o corpo dela por cerca de três quadras até uma região de mata do município. A mulher foi morta no dia 2 de junho.

A decisão determina ainda o prosseguimento da ação penal e estabelece uma série de medidas processuais. Com o recebimento da denúncia, o inquérito policial (IP) será evoluído para ação penal, dando início ao processo judicial contra o acusado.

A decisão também ordena a expedição de um mandado de citação para que Wellington responda à acusação por escrito no prazo de 10 dias. No ato da citação, o denunciado será questionado sobre suas condições financeiras para constituir um advogado. Caso não possua condições, a Defensoria Pública será nomeada para prestar assistência jurídica integral e gratuita.

Além disso, o acusado será informado sobre a possibilidade de, em caso de condenação, ser fixado um valor mínimo para reparação dos danos causados pela infração.

Na resposta à acusação, Wellington poderá apresentar preliminares e alegar tudo que interesse à sua defesa, oferecer documentos e justificações, especificar as provas pretendidas e arrolar até oito testemunhas, qualificando-as e, se necessário, requerendo suas intimações.

A magistrada também deferiu os requerimentos do MPMT determinando que o delegado presidente do IP, Renata Evangelista, promova a juntada do exame em local de crime, anexe o áudio citado por uma testemunha e identifique e ouça as testemunhas que aparecem nos vídeos registrados momentos após o crime.

A juíza Rosângela Zacarkim dos Santos, da 1ª Vara Criminal de Sinop, agendou para 11 de setembro, às 16h, o julgamento de Wellington Honorato dos Santos.

 

O caso
A jovem foi morta no dia 2 de junho de 2024 e o homem preso no dia seguinte. Câmeras do circuito de segurança da rua registraram o momento em que o acusado saiu de sua casa com o corpo da vítima preso à moto.

Ao ser detido, ele admitiu o crime e disse que arrastou a mulher “porque ela não cabia na moto”. Apesar de vítima e suspeito terem passado a noite juntos consumindo drogas e não ser esclarecida a relação que ambos tinham, o MP não citou a qualificadora de feminicídio na denúncia.

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