Investigado por furto em MT mora na Austrália e será procurado pela Interpol

Um dos alvos da Operação Chave Mestra, deflagrada nesta quarta-feira (14) pelas Polícias Civis de Mato Grosso e de São Paulo, está foragido na Austrália. Segundo a Polícia Civil, o mandado de prisão contra o investigado será encaminhado para cumprimento pela Interpol. Além dele, outras duas pessoas estão foragidas.

Furto de R$ 300 mil em caixa eletrônico na prefeitura de Sorriso ocorreu em agosto de 2024. (Foto: Reprodução)

A operação, que prendeu 10 pessoas, teve como objetivo desarticular um grupo criminoso de São Paulo responsável por furtos a caixas eletrônicos em diversos estados. Em Mato Grosso, a quadrilha agiu em agosto de 2024, em Sorriso, onde arrombou um terminal do Banco Bradesco instalado dentro da Prefeitura e subtraiu R$ 300 mil em espécie.

A ação foi coordenada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), com apoio da Delegacia de Sorriso e do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) de São Paulo.

Além das prisões, foram cumpridos mandados de busca e apreensão e 15 de sequestro de bens, como bloqueios de contas bancárias.

Entre os presos identificados oficialmente pela operação estão Regina Gomes, Eduardo Roberto de Lima Silva, Ana Ilca Neta Alves, Laio Alves Ribeiro, Tatiane Pinheiro Chirimelli e Joilton Caetano dos Santos. Todos são apontados como integrantes do grupo criminoso que agia em diferentes estados com o objetivo de arrombar caixas eletrônicos e lavar o dinheiro obtido com os crimes.

Os mandados foram cumpridos em São Paulo, nas cidades de Mauá, Araraquara e na capital paulista.

Disfarce e fuga

O furto em Sorriso foi executado por dois homens que se passaram por técnicos de manutenção, vestindo uniformes e simulando um serviço de rotina no terminal de autoatendimento. Um terceiro envolvido deu cobertura à ação. Como o caixa eletrônico apresentava falhas frequentes, a presença dos “técnicos” não gerou desconfiança.

Após violarem o equipamento e subtraírem o dinheiro, os suspeitos voltaram a São Paulo. Parte do valor foi pulverizado e depositado em diversas contas bancárias, dificultando o rastreamento.

Lavagem de dinheiro e organização criminosa

As investigações indicaram que o grupo tinha divisão clara de tarefas, e os valores obtidos nos crimes eram lavados por meio de depósitos em contas diversas. Os indiciados responderão por furto qualificado, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

A Polícia Civil de Mato Grosso informou que as investigações continuam e que todos os envolvidos foram identificados.

  1. 10 são presos por furto de R$ 300 mil em caixa eletrônico na prefeitura de Sorriso

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