A tecnologia e a resposta rápida da Patrulha Maria da Penha garantiram a detenção de um homem de 71 anos na última terça-feira (12), em Cuiabá. O suspeito foi preso em flagrante por descumprimento de medida protetiva de urgência, após ser rastreado pelo sistema do botão do pânico acionado por uma mulher de 49 anos.
A vítima realizava uma sessão de fisioterapia em uma paróquia no bairro Jardim Paulista quando percebeu a presença do ex-companheiro. Segundo o relato policial, o homem utilizava o conhecimento da rotina da vítima para cercá-la em locais públicos, gerando um estado constante de medo e insegurança.
Monitoramento em tempo real e prisão
O dispositivo de emergência foi fundamental para o desfecho do caso. Após o primeiro alerta na paróquia, a mulher se deslocou até a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) para registrar a ocorrência. Enquanto prestava depoimento, o sistema de monitoramento emitiu um novo sinal de aproximação, indicando que o idoso continuava perseguindo a vítima.
Com as informações de geolocalização, as equipes da Polícia Militar iniciaram as buscas e localizaram o suspeito em sua residência, situada no bairro Coophema. Ele recebeu voz de prisão e foi conduzido à delegacia para as providências cabíveis.
Rigor da Lei Maria da Penha
O descumprimento de decisões judiciais que visam proteger mulheres em situação de vulnerabilidade é crime previsto na Lei nº 11.340/2006. A pena para quem ignora o distanciamento determinado pela Justiça pode chegar a dois anos de detenção.
Em Cuiabá, a Patrulha Maria da Penha realiza um trabalho preventivo rigoroso, visitando periodicamente mulheres que possuem medidas protetivas e garantindo que o botão do pânico funcione como uma linha direta de socorro.
Canais de ajuda e denúncia:
- 190: Emergência imediata da Polícia Militar;
- 180: Central de Atendimento à Mulher (Nacional);
- 0800 065 3939: Disque-denúncia anônima em Mato Grosso.
| Mecanismo de Proteção | Como Funciona |
|---|---|
| Botão do Pânico | Alerta imediato com GPS para a polícia. |
| Patrulha Maria da Penha | Acompanhamento e visitas às vítimas. |
| Medida Protetiva | Ordem judicial de distanciamento do agressor. |
O uso do botão do pânico tem se mostrado uma ferramenta vital, mas o caso desse idoso mostra que, mesmo com a ordem judicial, alguns agressores insistem em desafiar a lei. Você acredita que o uso de tornozeleira eletrônica deveria ser obrigatório para todos os homens que possuem medidas protetivas contra si, ou o botão do pânico entregue à vítima já é o suficiente para garantir a segurança? Deixe sua opinião nos comentários.
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