Um homem é suspeito de invadir a casa da ex-sogra, quebrar portas e vidros e procurar pela ex-mulher durante a madrugada desta segunda-feira (12), em Dourados. O caso ocorreu em um residencial e foi registrado como dano e perseguição no contexto de violência doméstica, além de furto qualificado.
Segundo o boletim de ocorrência, o homem teria ido primeiro à residência da ex-mulher, mas não a encontrou. Em seguida, foi até a casa da mãe dela, onde tentou entrar pela porta da frente. Como não conseguiu, quebrou os vidros e deu a volta no imóvel, destruindo a porta dos fundos para invadir a residência.
Já dentro da casa, ele passou a procurar pela ex-companheira, perguntando onde ela estava. “Cadê ela? Hoje eu pego ela! Onde ela se escondeu?”, perguntava. Conforme o relato da mãe, o suspeito chegou a virar uma cama de pernas para cima, acreditando que a mulher pudesse estar escondida embaixo dela.
Assustada, a moradora começou a gritar por socorro, chamando a atenção dos vizinhos. Quando um deles chegou ao local, o homem fugiu. Ainda de acordo com o registro, a Polícia Militar foi acionada durante a madrugada, mas não conseguiu encontrá-lo naquele momento.
A mãe da vítima também relatou que o suspeito levou o celular dela. O aparelho não foi localizado durante a abordagem policial.
Vítimas se esconderam
Com medo de novas agressões, mãe e filha deixaram a residência e se abrigaram na casa de um familiar, nas proximidades. Por volta das 7h30, porém, o homem foi visto rondando o local onde as duas estavam, aparentemente à procura da ex-mulher.
A Polícia Militar foi acionada novamente e conseguiu localizar o suspeito nas proximidades das residências. Ele apresentava um corte no pulso direito e escoriações na mão esquerda. Segundo a mãe da vítima, os ferimentos teriam sido provocados quando ele quebrou os vidros da porta da frente.
O homem foi encaminhado a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para avaliação médica.
Diante do ocorrido, as duas mulheres manifestaram o desejo de solicitar medidas protetivas de urgência, alegando temer pela própria integridade física e psicológica. O caso foi registrado na Depac.
