Em um momento que misturou superação, amor e lágrimas, a fotógrafa Nathalia Necy realizou um desejo inusitado: registrar cada segundo do parto – uma experiência que se tornou ainda mais especial após uma perda gestacional anterior. A ideia partiu do obstetra que a acompanha há anos, Felipe De Bem, e se transformou em uma memória eterna para a família e toda a equipe médica.
“Quando a gente tem uma perda gestacional, é um sentimento muito ruim. Ninguém quer perder um filho”, compartilha a mãe, emocionada.
A primeira filha, Antonella, não pôde ficar, mas a chegada da caçula trouxe alegria e um novo significado para a jornada. “Quando soubemos que vinha outra menina, foi mais um sentimento de felicidade.”
Um parto rápido, mas inesquecível
Tudo foi planejado com cuidado, afinal, um parto é um momento rápido e imprevisível. “Em menos de cinco minutos, ela já estava ali, chorando. Foi muito lindo, não dá para descrever”, conta a mãe, que também é maquiadora e trabalha no setor financeiro de uma empresa de agronegócio.
A equipe médica se organizou para garantir que as imagens capturassem cada detalhe, desde a ansiedade até o primeiro choro.
“É uma memória que vai ficar para sempre, não só para nós, mas para o médico, o anestesista, as enfermeiras e, principalmente, para ela”, diz. As fotos e vídeos mostram um turbilhão de emoções: “A gente não sabe se ri, se chora, se faz foto ou se só olha. Foi tudo ao mesmo tempo, muito rápido, mas parecia câmera lenta.”




Fotografia: um novo olhar após a maternidade
Há cerca de três anos atuando como fotógrafa em Sorriso, a 420 km de Cuiabá ela já unia a paixão por registrar momentos do outro trabalho como maquiadora. Agora, com a chegada da filha, a rotina ganha um novo ritmo. “O tempo vai ficar mais apertadinho, porque tenho uma menininha que depende de mim”, brinca.
O registro do parto não foi apenas um projeto profissional, mas um presente pessoal. “É bom ter essas imagens, porque é uma história de superação, de amor e de recomeço.”
E, enquanto a pequena dormia tranquilamente durante a entrevista ao Primeira Página, uma coisa ficou clara: essa memória, mais do que qualquer foto, já estava guardada no coração.