FIT Pantanal 2026 gera R$ 365 mil em vendas de artesanato regional e fortalece a economia criativa

O setor de artesanato movimentou R$ 365 mil em vendas diretas durante a Feira Internacional do Turismo (FIT) Pantanal 2026, realizada entre os dias 3 e 7 de junho, em Cuiabá. Conforme os dados oficiais divulgados pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), o resultado financeiro reflete o desempenho expressivo de artesãos vindos de 28 municípios mato-grossenses. Eles ocuparam 104 estandes de exposição, ampliando as oportunidades de negócios e promovendo a cultura regional.

Segundo a Sedec, a participação dos expositores foi totalmente coordenada pela Coordenadoria de Artesanato da Secretaria Adjunta de Turismo. Além das vendas imediatas registradas nos balcões do evento, a feira abriu portas importantes para futuras encomendas e negociações comerciais a longo prazo, permitindo que os produtores locais ampliem de forma sustentável sua presença em novos mercados consumidores.

O fomento ao turismo de eventos, a liberação de emendas para incentivar associações de artesãos e as políticas de geração de emprego no interior são pautas prioritárias que movimentam frequentemente as discussões no cenário político de Mato Grosso.

Feira fortalece a economia criativa em Mato Grosso

O desempenho financeiro registrado nesta edição demonstra a relevância do setor artesanal para a geração de renda familiar e para a valorização da identidade cultural. O artesanato integra a chamada economia criativa, um segmento de mercado que transforma conhecimento tradicional, cultura de raiz e ancestralidade em produtos com forte apelo econômico e turístico.

Durante os cinco dias de programação intensa na capital, os visitantes encontraram uma ampla variedade de peças produzidas com matérias-primas nativas. Entre os produtos expostos e comercializados, destacaram-se:

  • Peças modeladas em cerâmica e argila queimada;
  • Bordados detalhados e trabalhos complexos em crochê;
  • Artesanato indígena legítimo de várias etnias da região;
  • Objetos decorativos e utensílios produzidos em madeira de manejo;
  • Criações biológicas feitas com sementes, cascas e elementos naturais.

A diversidade apresentada evidenciou técnicas tradicionais que são transmitidas entre gerações e reforçou a riqueza cultural presente nos municípios do interior que participaram da feira.

Artesãos destacam visibilidade e expansão de novos mercados

A artesã Patrícia Barbosa, moradora de Cuiabá, afirmou que a participação na feira contribui diretamente para ampliar o alcance geográfico dos produtos produzidos no estado. Segundo ela, eventos com essa estrutura ajudam a tornar o trabalho manual dos artistas locais muito mais conhecido tanto no mercado nacional quanto fora do país.

Conforme apurado junto à equipe de organização do evento, muitos expositores utilizaram o espaço não apenas para comercializar os itens de pronta-entrega, mas também para estabelecer contatos com lojistas e apresentar os catálogos de suas marcas a potenciais compradores atacadistas.

Para a coordenadora de Artesanato da Sedec, Lourdes Sampaio, o resultado comercial alcançado demonstra como o setor manual pode atuar como uma ferramenta estratégica de desenvolvimento econômico e turístico. De acordo com a gestora, cada peça comercializada carrega elementos vivos da história, dos saberes tradicionais e da identidade de Mato Grosso.

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Reportagem baseada em informações oficiais divulgadas pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec).

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