Uma facção criminosa suspeita de envolvimento em dois homicídios registrados em um intervalo de seis dias, em Batayporã (MS), é alvo da Operação Descarrilho, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta quinta-feira (15). Ao todo, são cumpridos seis mandados de prisão e 16 de busca e apreensão em Batayporã, Nova Andradina e Bataguassu.
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A investigação apura a atuação de um grupo ligado ao tráfico de drogas na região e a possível relação da facção com os assassinatos ocorridos nos dias 29 de setembro e 5 de outubro deste ano. Os dois crimes aconteceram no bairro Vila Maria Gonçalves, em Batayporã.
A operação busca identificar quem executou e participou dos homicídios, além de possíveis mandantes. Durante as buscas, as equipes também procuram armas de fogo, celulares e outros materiais que possam contribuir com as investigações.
Relembre os assassinatos
O primeiro homicídio ocorreu em 29 de setembro. Gilson Santana dos Santos, de 39 anos, foi encontrado morto a tiros no quintal de uma casa, no bairro Vila Maria Gonçalves. Moradores relataram ter ouvido vários disparos e as primeiras informações apontavam que o atirador estava em uma motocicleta.

Seis dias depois, em 5 de outubro, Natalício Rodrigues dos Santos, de 42 anos, conhecido como Pebinha, também foi assassinado no mesmo bairro. De acordo com as informações apuradas, dois homens chegaram de motocicleta à casa da vítima e a chamaram. Quando Natalício saiu para atender, foi baleado.
A Polícia Civil investiga se os dois assassinatos estão interligados com a facção criminosa ligada ao tráfico de drogas na região. A motivação dos crimes ainda não foi esclarecida.
Operação mobiliza equipes especializadas
Participam da operação equipes do Garras, Denar, Defron, das Seções de Investigações Gerais (SIGs) de Nova Andradina e Bataguassu, da Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM) de Nova Andradina e das delegacias de Polícia Civil de Ivinhema e Angélica.

A ação também conta com equipes da Força Tática do 8º Batalhão da Polícia Militar de Nova Andradina e apoio aéreo da Coordenadoria-Geral de Policiamento Aéreo (CGPA), da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).
A investigação permanece sob sigilo. O número de prisões efetivamente realizadas e os materiais apreendidos serão informados após o encerramento das diligências.