Exames genéticos devem esclarecer morte de adolescente encontrada em córrego de Cuiabá

Exames periciais devem concluir, dentro de até 10 dias, a causa da morte de Estefane Pereira Soares, de 17 anos, encontrada morta em um córrego no bairro Morada da Serra, no dia 11 deste mês em Cuiabá. A jovem teria sido estuprada e assassinada pelo próprio irmão, Marcos Pereira Soares, de 23 anos, que está preso.

Ao Primeira Página, a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) informou que exames genéticos estão sendo realizados com base em vestígios coletados no corpo e roupas da vítima, além do local onde ela foi encontrada. Também será apurado se há lesões compatíveis com violência sexual, já que Estefane foi localizada sem roupas.

Adolescente Estefane Pereira Soares foi encontrada morta em um córrego em Cuiabá. – Foto: Reprodução

Além da necropsia, será realizado exame de alcoolemia para verificar a presença de álcool no organismo da vítima.

Conforme a Politec, o material genético do irmão da adolescente também foi coletado e será inserido no banco nacional de perfis genéticos. O objetivo é comparar esse material com outros já armazenados e identificar possíveis compatibilidades.

Esse tipo de cadastro auxilia na identificação de ligações com crimes, especialmente de natureza sexual, tanto em Mato Grosso quanto em outros estados.

Após a conclusão dos exames, os resultados serão encaminhados à delegada Jéssica Assis, responsável pelas investigações do caso.

Marcos Pereira Soares foi preso suspeito pela morte da irmã apenas uma semana após deixar a cadeia. - Foto: Reprodução
Marcos Pereira Soares foi preso suspeito pela morte da irmã uma semana após deixar presídio. – Foto: Reprodução

Morte de Estefane

Marcos Pereira Soares, de 23 anos, foi detido suspeito pelo feminicídio da própria irmã, uma semana após deixar a prisão em Cuiabá. Estefane Pereira Soares, de 17 anos, foi encontrada morta, nua e com uma pedra grande sobre as costas, nas imediações de um córrego, na capital mato-grossense.

O suspeito já possuía passagem por homicídio cometido em 2018. Ele estava preso e teria saído da prisão no fim de semana, dias antes da morte da garota. A própria família afirma que a última vez que Estefane havia sido vista foi quando saiu de casa com o irmão e não retornou mais.

A Justiça também apura se Marcos deixou a prisão após um possível erro no cadastro de processos judiciais em nome dele. A inconsistência foi apontada em um pedido de verificação encaminhado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pelo juiz Geraldo Fernandes Fidélis Neto, da Vara de Execuções Penais da capital.

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