Pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Gado de Corte (Embrapa) participam, até 5 de abril, da 1º missão técnica internacional da instituição na Etiópia. A iniciativa desenvolvida pela equipe da Embrapa Gado de Corte em parceria com o grupo etíope Kerchanshe, irá avaliar e adaptar tecnologias brasileiras às condições produtivas do Leste Africano.
A ação que visa estruturar o plano de trabalho da primeira Unidade de Referência Tecnológica Internacional (URTI) da estatal no país africano, irá promover tecnologias sustentáveis para sistemas pecuários em ambientes tropicais e semiáridos.
A programação inclui reuniões técnicas, visitas de campo e a realização do evento “Brazilian Technology Reference Farm – 1st Working Meeting”, marcado para o dia 2 de abril, em Adis Abeba, com a participação de representantes de governos, instituições de pesquisa e do setor produtivo do Brasil e da Etiópia.
A UTRI contará com a participação de instituições locais e internacionais, como o Ethiopian Institute of Agricultural Research (EIAR) e a Universidade de Bishoftu. A iniciativa também tem o apoio do Ministério da Agricultura e da adidância agrícola do Brasil na Etiópia.
Uso de tecnologia na pecuária
O principal foco da missão é consolidar o plano de trabalho na Oro Meat Farm, propriedade do grupo parceiro. No local, serão testadas tecnologias voltadas à intensificação sustentável da produção de carne.
Entre os temas prioritários estão o melhoramento genético do rebanho, as biotecnologias reprodutivas, a nutrição animal e o bem-estar dos animais. Também estão previstas ações em sistemas integrados de produção, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, além de estratégias para retenção de água no solo.

O plano de trabalho considera as características dos sistemas produtivos locais, predominantemente baseados em pequenas propriedades, com integração entre lavoura e pecuária e forte dependência das chuvas.
Na região do Rift Valley etíope, os sistemas agropecuários são multifuncionais, com o uso de bovinos não apenas para a produção de carne, mas também para tração, geração de renda e fertilização orgânica.
A delegação é formada pelos pesquisadores da Embrapa Gado de Corte, entre eles:
- Mariana de Aragão Pereira, da área de economia rural;
- Valdemir Antonio Laura, que atua no diagnóstico de sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta e microbarragens;
- Roberto Giolo de Almeida, especialista em protocolos produtivos e pecuária de baixo carbono;
- Eriklis Nogueira, da área de biotecnologia e reprodução;
- Davi Bungenstab, também com atuação em pecuária de baixo carbono.
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