A brasileira Francisca Maria Sousa, de 44 anos, que estava desaparecida desde junho do ano passado, foi encontrada morta. O irmão dela, António José Sousa Santos, recebeu a notícia do falecimento por meio da polícia portuguesa nesta semana. A Embaixada do Brasil em Portugal também informou que foi comunicada pelas autoridades locais no dia anterior.
O corpo foi achado em 26 de fevereiro por um morador da vila de Tabuaço, situada a 406 km de Lisboa. De acordo com o jornal Correio da Manhã, ele estava a cerca de 100 metros da residência de Francisca, em uma área de vinhedo. Na ocasião, as autoridades disseram à família que ainda não tinham certeza sobre a identidade, mas investigavam a possibilidade de ser a brasileira.
A confirmação foi divulgada ontem. O governo português informou ainda que o corpo foi encaminhado ao Instituto Nacional de Medicina Legal, na cidade do Porto, e seria liberado posteriormente.
Relembre o caso
Francisca manteve o último contato com a família no dia 20 de junho de 2025. “Falei com ela nesse dia, por volta das 13h30. Ela estava bem, pediu para ver a casa, conversamos e disse que ligaria novamente mais tarde”, recorda a mãe, Maria da Conceição.
A mãe contou que aguardou um novo contato no dia seguinte, o que não aconteceu. Segundo ela, costumava receber mensagens da filha todas as manhãs e estranhou o silêncio. “Todos os dias eu falava com ela. Sempre alegre e sorridente”, afirmou em um vídeo nas redes sociais.
O namorado da brasileira, identificado apenas como “Luis”, foi quem avisou sobre o desaparecimento. Ele entrou em contato com a sogra dizendo que Francisca não atendia ligações nem respondia mensagens. “Fiquei desesperada, comecei a chorar e não consegui mais parar”, relatou a mãe.
Antes disso, o companheiro havia questionado Maria sobre uma suposta infidelidade. Ele perguntou se a filha estaria envolvida com um homem chamado “Paulo”. A mãe explicou que Francisca havia tido um relacionamento breve com ele, por cerca de três meses, em 2023, mas que já havia terminado.
Na época, a Guarda Nacional Republicana e os bombeiros iniciaram buscas, sem obter resultados. A investigação começou após o chefe da maranhense, dono de um restaurante onde ela trabalhava, registrar que ela não havia comparecido ao serviço.
Francisca vivia em Tabuaço há mais de um ano quando desapareceu. Segundo a mãe, ela planejava visitar a família entre julho e agosto do ano passado. O caso segue sendo investigado.