Deputado defende revisão de R$ 46,1 bilhões previstos para o Estado

O deputado estadual Fabinho Tardin (Pode) defendeu que o orçamento de Mato Grosso para 2027 reserve mais recursos para a saúde e a segurança pública. A declaração foi feita na quarta-feira (14), durante entrevista à TV Assembleia Legislativa, quando o parlamentar avaliou que a previsão orçamentária precisa ser revista para atender às demandas da população.

O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA nº 1.144/2026) estima R$ 46,125 bilhões em despesas para 2027. O valor representa um crescimento de aproximadamente 13% em relação ao orçamento de 2026, estabelecido em R$ 40,7 bilhões. Para Tardin, porém, a projeção pode ficar abaixo do necessário diante da expectativa de execução das contas estaduais neste ano.

Segundo o deputado, a execução orçamentária de 2026 pode alcançar R$ 48 bilhões. Ele argumenta que a diferença entre a previsão para o próximo ano e o volume esperado de gastos reforça a necessidade de reavaliar as verbas destinadas aos serviços públicos essenciais.

Revisão do orçamento estadual

Ao defender mudanças na proposta, Tardin afirmou que as solicitações por melhorias na saúde e na segurança estão entre as principais demandas que recebe da população. Na avaliação do parlamentar, o planejamento financeiro deve considerar essas necessidades para ampliar a qualidade dos serviços oferecidos.

O deputado também ressaltou a importância de adequar as estimativas de receita e despesa à realidade da administração estadual. A discussão ocorre durante a tramitação da proposta orçamentária, etapa em que os valores previstos para cada área podem ser analisados pelo Legislativo.

Saúde terá previsão de R$ 5,4 bilhões

A proposta orçamentária prevê R$ 5,4 bilhões para a saúde, alta de 17,12% em comparação com 2026. Os recursos devem atender diferentes frentes do sistema público, incluindo atenção básica, assistência hospitalar, atendimento especializado, vigilância sanitária e prevenção de doenças.

Entre as iniciativas contempladas está o programa Mato Grosso Mais Saúde, que concentra R$ 4,058 bilhões para ações de atendimento e fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa reúne a maior parcela dos recursos citados para a área e integra o planejamento estadual de assistência à população.

Apesar do aumento previsto, Tardin defende uma revisão dos valores destinados ao setor. O objetivo, segundo o parlamentar, é garantir que o orçamento acompanhe as necessidades dos usuários dos serviços públicos de saúde.

Segurança pública terá R$ 4,9 bilhões

Para a segurança pública, o projeto reserva R$ 4,9 bilhões em 2027, o que corresponde a um crescimento de 6,22% em relação ao ano anterior. A proposta inclui investimentos em programas estaduais voltados à prevenção, ao combate à criminalidade e à proteção da população.

Desse montante, R$ 626,3 milhões estão previstos para três programas: Tolerância Zero, Segurança Proativa e Inteligente, e Salvar e Proteger. A proposta também contempla iniciativas da Secretaria de Estado de Justiça relacionadas à reintegração social, à educação e ao trabalho, além de medidas de enfrentamento às facções criminosas.

Na avaliação de Tardin, a previsão para a área precisa ser examinada diante das demandas por melhorias nos serviços de segurança. A discussão envolve a distribuição dos recursos públicos e a capacidade de financiar as ações previstas para o próximo exercício.

Deputado reconhece avanços em infraestrutura

Durante a entrevista, o parlamentar reconheceu os investimentos estaduais em infraestrutura e obras. Ele afirmou que localidades antes pouco contempladas passaram a receber recursos e intervenções, mas ponderou que ainda existem necessidades que exigem atenção do governo.

Tardin também relacionou a eleição do governador Otaviano Pivetta no primeiro turno ao reconhecimento popular do trabalho realizado pela administração estadual. Ao mesmo tempo, destacou que a ampliação do atendimento às pessoas que mais precisam deve permanecer entre as prioridades.

A proposta de orçamento para 2027, portanto, coloca em debate a distribuição das receitas estaduais entre diferentes áreas. A defesa apresentada pelo deputado é que a saúde e a segurança pública recebam atenção especial durante a análise do projeto, com valores compatíveis com as necessidades da população.

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