Delegado deixa cargo de ouvidor da Polícia Civil em meio a denúncias de assédio

O delegado Wellington de Oliveira foi dispensado do cargo de ouvidor-geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul em meio às denúncias de assédio moral e sexual feitas por alunas da Academia da Polícia Civil do Estado de Mato Grosso do Sul (Acadepol). O caso veio à tona na coluna Capivara Criminal, do Primeira Página. Leia aqui.

Wellington de Oliveira. (Foto: Facebook)
  1. O que se espera de um delegado? A distância entre o cargo e a conduta

A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (22) e a saída, conforme o texto, teria ocorrido a pedido do próprio Wellington. Quem assina a portaria com a dispensa de Wellington de Oliveira é o delegado-geral da Polícia Civil, Lupersio Degerone Lucio.

Na função de ouvidor, Wellington era responsável justamente por receber sugestões, elogios, reclamações e denúncias. Além de delegado, ele é ex-vereador de Campo Grande.

O que diz o delegado

À reportagem o delegado informou que ainda não há uma definição ele exercerá no serviço público a partir de agora. A informação também foi reiterada pela Polícia Civil.

Wellington de Oliveira ainda acrescentou que tomou a decisão “com o objetivo de contribuir para a preservação da estabilidade institucional e o regular andamento dos procedimentos administrativos em curso.”

Leia a nota na íntegra abaixo.

“Em relação à publicação no Diário Oficial, esclareço que coloquei o cargo de Ouvidor-Geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul à disposição de forma voluntária, com o objetivo de contribuir para a preservação da estabilidade institucional e o regular andamento dos procedimentos administrativos em curso. Reafirmo meu compromisso com a Polícia Civil e com a sociedade sul-mato-grossense, após mais de 26 anos de atuação na instituição, sempre pautado pela legalidade, responsabilidade e transparência. Neste momento, por cautela e respeito aos procedimentos em andamento, não farei maiores considerações. Tenho plena confiança nas instâncias institucionais competentes.”

Wellington de Oliveira.

Entenda o caso

As vítimas do assédio do ex-ouvidor relataram que tiveram o delegado como professor no ano passado. Segundo as alunas, as aulas de Wellington de Oliveira eram repletas de comentários sobre a aparência física das estudantes e partes de seus corpos. Mais de uma vez, as perguntas teriam avançado para o teor sexual.

Entre os relatos, está o de uma aluna que afirma ter sido questionada sobre o tempo de duração de suas relações sexuais e sua posição favorita, na frente de colegas e futuros companheiros de trabalho.

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