Cuiabá terá primeiro condomínio público para idosos com investimento de R$ 13 milhões

Cuiabá deu um passo decisivo para preencher uma lacuna histórica em sua rede de proteção social. O prefeito Abilio Brunini apresentou, nesta terça-feira (7), no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), o projeto executivo da primeira Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) pública da capital. Com um conceito de “condomínio residencial” em vez de um ambiente hospitalar, a unidade será erguida em um terreno de 12 mil m² e pretende ser o modelo de referência para todo o Mato Grosso.

O complexo, orçado inicialmente em R$ 13 milhões, terá capacidade para acolher 104 idosos em uma estrutura pensada para a convivência e o bem-estar. O projeto inclui blocos residenciais, piscina coberta para hidroterapia, bosque, praça, salão de dança e até uma padaria própria. Um dos destaques técnicos é a priorização de energia solar para garantir água quente constante, um detalhe focado no conforto térmico dos residentes. A viabilização dos recursos conta com emendas da saudosa deputada Amália Barros e valores recuperados via delação premiada, travados desde 2014 e agora liberados pela atual gestão.

Durante a apresentação — que utilizou recursos de inteligência artificial para simular a interação humana nos ambientes —, o prefeito enfatizou que a gestão da unidade deverá ocorrer via chamamento público para organizações sociais, visando reduzir a burocracia e aumentar a eficiência no atendimento multidisciplinar. O presidente do TCE-MT, Sérgio Ricardo, e o desembargador Orlando Perri reforçaram que a obra é uma resposta a décadas de omissão, destacando que o maior desafio será a manutenção sustentável do espaço, que contará com o apoio do Fundo do Idoso.

A meta da Prefeitura de Cuiabá é acelerar as obras para que a inauguração ocorra no aniversário da cidade em 2027. Com a presença da primeira-dama Samantha Iris e de diversas autoridades do Ministério Público e do Judiciário, o evento marcou uma união de forças suprapartidária para garantir que os mais de 500 mil idosos do estado tenham, finalmente, uma referência pública de acolhimento digno na capital.

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