Cuiabá registra três mortes por meningite em 2026

Cuiabá registrou três mortes por meningite neste ano, segundo dados disponibilizados nesta quinta-feira (30) pelo Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS) e a Vigilância Epidemiológica (VE) da Diretoria de Vigilância em Saúde (DIVISA).

Os óbitos representam 37,5% do total registrado até o momento em Mato Grosso. Segundo a a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), o total de mortes no estado chegou a 8, conforme atualização divulgada na quarta-feira (29).

Cuiabá já acumula 6 casos de meningite confirmados neste ano, dos quais três acabaram em morte e um segue em investigação. – Foto: Reprodução

Nota informativa publicada pelo Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS) e a Vigilância Epidemiológica (VE) na tarde desta quinta-feira (30) ainda apontam somente de janeiro a março deste ano foram 7 casos de meningite confirmados, dos quais 3 pacientes vieram a óbito; outros 3 pacientes tiveram alta médica, e um outro caso permanece em investigação.

Os pacientes são pessoas de várias idades, desde um bebê de 3 meses de vida, até uma pessoa idosa de 63 anos.

No mesmo de abril, de acordo com o mesmo levantamento, não houve registros nem de casos e nem de mortes em decorrência da meningite.

Casos de meningite registrados em 2026 em Cuiabá

Mês Idade Evolução
Janeiro 3 meses de vida Alta médica
26 anos Óbito
56 anos Óbito
6 meses de vida Alta médica
51 anos Em investigação
Fevereiro 63 anos Óbito
Março 32 anos Alta médica
Abril Sem registro de casos

Fonte: Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS) e Vigilância Epidemiológica (VE)

Meningite em Mato Grosso

O número de casos confirmados de Meningite em Mato Grosso subiu para 29, enquanto o total de mortes chegou a 8, segundo atualização divulgada na quarta-feira (29) pela Secretaria de Estado de Saúde (SES).

Dentre as 8 mortes, duas são de moradoras de Sorriso, duas crianças de Sinop, três de Cuiabá e uma até o momento não foi divulgada a cidade de origem do paciente.

Apesar do aumento, a Vigilância Epidemiológica avalia que o cenário não configura surto.

Dados comparativos mostram que, até abril, foram registrados 22 casos em 2024 e 25 casos em 2025. Em relação aos óbitos, os anos completos de 2024 e 2025 contabilizaram 25 e 18 mortes, respectivamente.

O que é meningite?

É uma inflamação das meninges (camadas que envolvem o cérebro e a medula espinhal) que pode ser desencadeada por diversos vias de transmissões e agentes patogênicos, como bactérias, vírus, fungos, protozoários e parasitas.

No Brasil, essa condição é considerada endêmica. Em Cuiabá, foram registrados 7 casos confirmados, dos quais 3 evoluíram para óbito até abril de 2026.

Oferece risco à saúde?

A transmissão pode ocorrer de pessoa para pessoa, principalmente por meio das vias respiratórias, através de gotículas e secreções do nariz e da garganta. Além disso, ocorre também por via fecal-oral, ao ingerir água e alimentos contaminados, bem como pelo contato com fezes e secreções de pessoas infectados ou ambientes contaminados com fezes de animais doentes.

Sintomas exigem atenção imediata

De acordo com as autoridades de saúde, os principais sintomas da meningite incluem:

  • febre alta súbita
  • dor de cabeça intensa
  • vômitos
  • rigidez no pescoço
  • sonolência
  • irritabilidade
  • confusão mental
  • sensibilidade à luz
  • manchas na pele
  • convulsões

A orientação é que, diante de qualquer sintoma, a pessoa procure atendimento médico imediatamente. Já para crianças sem sinais da doença, a recomendação é manter observação em casa e evitar ida desnecessária às unidades de saúde.

Medidas de prevenção e controle

A vacinação é a principal forma de prevenção às formas graves da meningite. Em Unidades Básicas de Saúde (UBS) crianças de 3 a 5 meses recebem duas doses da vacina meningocócica C. O reforço deve ser aplicado em crianças e adolescentes por meio da vacina ACWY, que protege contra os soro grupos A, C, W e Y.

O Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS) e a Vigilância Epidemiológica (VE) também recomenda manter os ambientes arejados com circulação e fluxo de ar; evitar aglomeração de pessoas e contato com pessoas doentes; e ainda lavagem frequente das mãos com água e sabão.

Em caso de suspeita, procurar uma unidade de saúde.

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