Como Várzea Grande pretende acabar com a falta de água; veja o plano

A criação de um comitê gestor, investimento de R$ 60 milhões, contratação de equipes especializadas e execução de obras ao longo dos próximos 12 meses. Essas são algumas das medidas previstas no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado entre a Prefeitura de Várzea Grande, o Governo de Mato Grosso, o Ministério Público e o Tribunal de Contas para tentar solucionar um dos principais problemas enfrentados pela população: a falta de água.

O acordo estabelece metas, prazos e responsabilidades para ampliar e regularizar o abastecimento em diferentes regiões do município. O investimento estadual será destinado à compra de equipamentos, materiais e à contratação de mão de obra especializada para fortalecer a capacidade operacional do Departamento de Água e Esgoto (DAE).

Um comitê foi criado para montar um plano e resolver o problema da falta de água, em Várzea Grande. – Foto: Prefeitura de Várzea Grande

Segundo o vice-governador Otaviano Pivetta, os recursos permitirão suprir dificuldades enfrentadas pelo município na aquisição de equipamentos e insumos necessários para a expansão do sistema.

Um dos principais pontos do TAC é a criação de um comitê gestor, responsável por acompanhar e administrar a execução das obras. O cronograma prevê 12 meses de trabalho, com definição das prioridades para ampliar a rede de abastecimento e reduzir a falta de água nos bairros.

O representante do Estado no comitê gestor das obras de saneamento, Juliano Manzeppi, afirmou que a expectativa é iniciar as primeiras contratações em até 10 ou 15 dias. Segundo ele, as primeiras ações devem contemplar serviços, reforço das equipes do DAE e obras consideradas mais urgentes.

A prefeita Flávia Moretti afirmou que as intervenções terão como prioridade regiões que ainda não possuem rede de distribuição de água, por serem obras que podem ser executadas mais rapidamente do que a construção de novos reservatórios.

Várzea Grande está entre os 20 municípios com piores índices de saneamento básico do país. — Foto: Prefeitura municipal
Estação de tratamento de Várzea Grande. — Foto: Prefeitura municipal

“Tem bairro que hoje não tem rede em Várzea Grande. Nós estaremos dando prioridade porque a rede é uma resposta mais rápida do que fazer um reservatório”, afirmou.

O TAC foi firmado em um momento em que o município enfrenta situação de calamidade financeira e fiscal. Apesar do apoio do Governo do Estado, Flávia Moretti afirmou que o processo para definir um novo modelo de gestão do DAE continua em andamento e será analisado paralelamente à execução das ações previstas no acordo.

Segundo a prefeita, a revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico também será necessária para orientar os próximos investimentos e definir o futuro modelo de gestão do sistema de abastecimento de água da cidade.

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