Como o Pantanal de Mato Grosso une conservação, safari e observação de fauna

Com uma dinâmica ecológica fortemente regida pelo ciclo das águas, o Pantanal de Mato Grosso destaca-se internacionalmente como um dos melhores destinos do planeta para a observação de vida selvagem em seu habitat natural.

Ao contrário de regiões onde a vegetação densa dificulta o avistamento de animais, os campos abertos e as margens de rios que cortam os municípios de Poconé e Barão de Melgaço funcionam como verdadeiros palcos para expedições fotográficas e pesquisas científicas.

A infraestrutura turística da região combina rotas terrestres cênicas, pousadas de ecoturismo e extensas Unidades de Conservação privadas e públicas voltadas à preservação da biodiversidade.

Transpantaneira: O grande corredor de observação de fauna

A principal porta de entrada para o ecoturismo na porção norte do bioma é a Estrada-Parque Transpantaneira. Com cerca de 145 quilômetros de extensão e 125 pontes de madeira, a rodovia não asfaltada liga a cidade de Poconé ao povoado de Porto Jofre, na divisa natural com Mato Grosso do Sul.

Ao longo do trajeto, o visitante depara-se com um observatório contínuo a céu aberto:

  • Fauna abundante: Concentração visível de tuiuiús (ave símbolo de Mato Grosso), jacarés-do-pantanal, capivaras, cervos-do-pantanal, sucuris e centenas de espécies de aves aquáticas.

  • Experiências integradas: As pousadas e fazendas localizadas ao longo da via oferecem caminhadas ecológicas, cavalgadas pantaneiras, passeios de barco ao pôr do sol e safáris noturnos para avistamento de animais de hábitos crepusculares.

Santuário da onça-pintada e conservação

No extremo sul da Transpantaneira, o povoado de Porto Jofre dá acesso ao Parque Estadual Encontro das Águas, uma área protegida de 109 mil hectares entre Poconé e Barão de Melgaço. A região, banhada pelos rios Cuiabá, Piquiri e São Lourenço, abriga a maior densidade de onças-pintadas (Panthera onca) do mundo.

Durante o período da seca (de julho a outubro), barcos a motor conduzem turistas e pesquisadores pelos canais fluviais, proporcionando avistamentos frequentes dos felinos em momentos de caça, descanso nas praias de areia ou deslocamento ao longo das margens.

Polo Turístico (MT) Localização Estrutura e Destaques Fiscais/Ecológicos
Poconé (Transpantaneira) Trecho Poconé — Porto Jofre 145 km de rota cênica, pousadas pantaneiras, observação de aves e safáris terrestres.
Porto Jofre / Parque Encontro das Águas Divisa Poconé / Barão de Melgaço Polo mundial de observação de onça-pintada e ecoturismo náutico.
Polo Socioambiental Sesc Pantanal Barão de Melgaço / Poconé RPPN Sesc Pantanal (108 mil ha) e Hotel Sesc Porto Cercado, focados em educação ambiental.

Além do parque estadual, a RPPN Sesc Pantanal — maior Reserva Particular do Patrimônio Natural do país, com 108 mil hectares — atua na proteção do ecossistema e no desenvolvimento de pesquisas, apoiada pela estrutura do Hotel Sesc Porto Cercado, em Poconé.

Perspectivas para o desenvolvimento regional

O fortalecimento do ecoturismo em Mato Grosso consolida-se como uma alternativa econômica sustentável para as comunidades locais. Guias, piloteiros, hoteleiros e produtores rurais trabalham de forma integrada para alinhar a recepção de visitantes internacionais e nacionais às normas ambientais rigorosas, garantindo que o fluxo de veículos e embarcações não interfira no comportamento das espécies nativas.

Google Notícias

Siga o CenárioMT

Receba em primeira mão nossas notícias, tendências e exclusivas.

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia