A sabatina do secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, André Moura Brandão, cancelada após uma confusão na Câmara Municipal de Campo Grande, foi remarcada para semana que vem. A sessão desta terça-feira (20) deveria discutir os problemas do serviço de tapa-buracos na capital, mas foi interrompida após um servidor público da prefeitura precisar ser retirado pela guarda da Casa.
Nesta manhã, moradores, servidores do município e líderes comunitários foram à Câmara acompanhar a sabatina do secretário municipal, convocado para prestar esclarecimentos sobre o serviço de tapa-buracos.
Os questionamentos ocorrem em meio ao requerimento de uma CPI sobre a situação do asfalto nos bairros de Campo Grande.
Depois da confusão e cancelamento da sessão, a sabatina foi remarcada para terça-feira que vem, dia 27 de outubro.
Após o pouco tempo de sessão, o secretário justificou os problemas na pavimentação da cidade e afirmou que o município adotará as providências cabíveis sobre o episódio registrado na Câmara.
“Campo Grande hoje tem uma malha de cerca de 1.700 km que já passa de 30 anos, e agora, com o período chuvoso, só vem agravando essa situação. Então, o Executivo Municipal está muito bem posicionado para esse enfrentamento. Nós estamos com 12 equipes de tapa-buracos atuando nas sete regiões, para que nós possamos dar uma resposta para Campo Grande e nós possamos estabilizar essa situação.[..] Nós abominamos qualquer tipo de manifestação ofensiva que possa aí, eh, cercear o direito do outro. Então, nós abominamos, o executivo vai tomar as providências cabíveis quanto à situação ocorrida aqui na Câmara.”
Confusão
No início da sessão, um comerciante levou ao plenário uma representação de um buraco feita de isopor. Incomodado com o objeto, o homem identificado como Antônio de Jesus, conhecido como Charopá, disse que a maquete estaria atrapalhando sua visão e, em seguida, a quebrou e jogou os pedaços de isopor dentro do plenário.

Após o episódio, o presidente da Câmara determinou que o homem deixasse o local. Ele foi retirado pelos guardas municipais, mas retornou.
Com isso, o presidente afirmou que não daria continuidade à sessão enquanto o homem permanecesse na Câmara. Os agentes fizeram uma nova abordagem para retirá-lo. Imagens da ocorrência mostram momentos de tensão, com empurrões e cadeiras sendo viradas durante a ação.
Na saída, o servidor alegou ter sido agredido. “Olha o que a guarda fez, deu um soco na minha boca. É essa a guarda que vocês querem?”
Diante da confusão, o presidente da Casa, vereador Papy (PSDB), encerrou a sessão por questões de segurança.
Os vereadores apoiaram a ação dos guardas.
“Ele tem que ter respeito, não podia fazer isso. Ele quebrou a placa da pessoa que estava se manifestando ali pacificamente e ainda jogou o restante das placas na mesa dos vereadores. Falta de respeito. Tem que ser retirado do plenário e a Guarda agiu corretamente.”
Carlão (PSB)
A reportagem acionou a Prefeitura Municipal e a GCM e, em nota, disse:
A Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social (SESDES) esclarece que os guardas civis metropolitanos que atuam na Câmara Municipal de Campo Grande são servidores cedidos ao Poder Legislativo e estão sob a coordenação e a responsabilidade da Casa de Leis no desempenho de suas atividades no local.
Dessa forma, os esclarecimentos sobre a ocorrência registrada durante a sessão desta terça-feira (20) devem ser solicitados à Câmara Municipal, responsável pela atuação da equipe em suas dependências.