Bebê de 3 meses morre com suspeita de meningite em Tangará da Serra

Thauan da Silva Moreira, de 3 meses, morreu em Tangará da Serra (MT), na sexta-feira (29), com suspeita de meningite. De acordo com a Vigilância Epidemiológica do município, o caso está sendo investigado como suspeita de meningite.

Em nota, o departamento informou que medidas de vigilância e controle foram adotadas a partir da notificação, mas destacou que ainda não é possível confirmar o diagnóstico antes da conclusão dos exames.

Thauan morreu e foi velado no mesmo dia. A causa da morte ainda deve ser esclarecida pelas análises laboratoriais.

Bebê de 3 meses morre com suspeita de meningite em Tangará da Serra. – Foto: Unsplash

Conforme dados da Secretaria de Estado de Saúde, Mato Grosso já registrou 8 mortes por meningite neste ano. Sinop aparece com o maior número de óbitos, com três registros. Em seguida estão Cuiabá, com duas mortes, além de Juscimeira, Sorriso e Vila Bela da Santíssima Trindade, com um óbito cada.

Em Tangará da Serra, dois casos de meningite foram confirmados neste ano. No ano passado, o município teve dois casos notificados, sendo um confirmado e outro descartado, sem registro de mortes pela doença.

A meningite é uma inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. A doença pode ser causada por vírus ou bactérias e exige atenção aos sintomas, principalmente em crianças pequenas.

A prevenção continua sendo uma das principais formas de proteção. Pelo Sistema Único de Saúde (SUS), estão disponíveis as vacinas meningocócica C e meningocócica ACWY, que protegem contra parte dos tipos mais frequentes da doença. Já a vacina contra o sorogrupo B está disponível apenas na rede privada.

Confira a nota na íntegra:

A Vigilância Epidemiológica de Tangará da Serra informa que está investigando um óbito infantil com suspeita de meningite.

Desde a notificação do caso, todas as medidas de vigilância e controle preconizadas pelo Ministério da Saúde foram imediatamente adotadas, incluindo a investigação epidemiológica, a coleta de amostras para diagnóstico laboratorial, a identificação e o monitoramento dos contatos próximos, bem como as demais ações cabíveis conforme os protocolos vigentes.

Até o momento, a causa do óbito permanece em investigação, não sendo possível confirmar o diagnóstico até a conclusão dos exames e análises epidemiológicas.

A Vigilância Epidemiológica segue acompanhando o caso de forma contínua e manterá a população informada sobre quaisquer atualizações relevantes.

A Vigilância Epidemiológica reafirma seu compromisso com a transparência das informações e com a adoção de todas as medidas necessárias para a proteção da saúde da população.

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