Mulher de 29 anos toca sino após realizar a 10ª e última sessão de quimioterapia contra câncer de mama em Cuiabá; veja vídeo

A autônoma Steffany Gonçalves de Novais, de 29 anos, concluiu na terça-feira (3) dez ciclos de quimioterapia intravenosa contra um câncer de mama com metástase. Diagnosticada no fim de 2025, ela comemorou o encerramento dessa etapa nas redes sociais e seguirá em tratamento com uma terapia-alvo.

Steffany Gonçalves, de 29 anos, concluiu dez ciclos de quimioterapia e seguirá em tratamento contra o câncer de mama. – Foto: Reprodução/Vídeo

As sessões foram realizadas com intervalos de 21 dias. Ao registrar a última aplicação, Steffany relembrou a insegurança do início do tratamento e a emoção de chegar ao décimo ciclo, depois de meses de cuidados e mudanças na rotina.

“Passa um filme na cabeça. Eu me lembro de quando cheguei aqui no hospital, lembro da primeira quimioterapia. Eu não sabia nada sobre quimioterapia, não entendia nada”, contou.

Para ela, concluir as sessões representa uma vitória. Embora ainda tenha outras etapas pela frente, a comemoração marca o fim de uma fase que descreve como difícil e exigente.

“Eu sei que o processo ainda não terminou, ainda existem etapas pela frente, mas estou muito feliz”, escreveu.

Nódulo levou à descoberta do câncer de mama

Steffany tinha 28 anos quando percebeu um nódulo na mama direita. Ela estava deitada no chão quando o próprio braço encostou na região e sentiu algo diferente.

Inicialmente, imaginou que a alteração estivesse relacionada ao período menstrual. Como o nódulo permaneceu após esse período e ela também percebeu inchaço em uma das axilas, procurou atendimento médico.

Após consultas e exames, uma biópsia confirmou o câncer de mama. Steffany tornou o diagnóstico público em 17 de dezembro de 2025.

“Para mim, foi como se me faltasse o chão. Fiquei me sentindo culpada, chorei, entristeci. Foi um momento muito difícil”, lembrou.

Entre a suspeita e o início do tratamento, a espera pelos resultados dos exames foi uma das maiores dificuldades. Segundo ela, a incerteza sobre o que viria a seguir tornou esse período especialmente angustiante.

Momentos em família ganharam outro significado

Ao longo do tratamento, Steffany encontrou apoio na fé e passou a valorizar de outra forma a convivência com os filhos, o marido e as pessoas próximas. Situações que antes passavam despercebidas ganharam importância na rotina.

“Depois do diagnóstico, comecei a ver realmente a importância desses momentos simples, desses pequenos momentos”, afirmou.

Ela contou que teve poucos efeitos colaterais durante a quimioterapia. Ainda assim, precisou lidar com o medo e buscar forças para continuar o tratamento.

Na publicação sobre a última sessão, relembrou os dias difíceis, as lágrimas e as orações que fizeram parte desse caminho.

“De cada vez que precisei encontrar forças para continuar, meu coração se enche de gratidão”, escreveu.

Segundo Steffany, o câncer é HER2 positivo. A próxima etapa será realizada com uma medicação de terapia-alvo, ainda sem prazo definido para encerramento. Enquanto os cuidados continuam, ela celebra a conclusão da quimioterapia intravenosa como uma conquista.

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