Várzea Grande leva orientação contra violência e bullying para alunos da rede estadual em escola no bairro Nova Fronteira

Estudantes da Escola Estadual Cívico Militar Ernandy Baracat de Arruda, situada no bairro Nova Fronteira, em Várzea Grande, participaram de uma palestra educativa focada no reconhecimento de situações de violência e na divulgação de canais de apoio à infância e à adolescência.

A iniciativa abordou desde a agressão física e a negligência até formas sutis de violência psicológica, o bullying e o cyberbullying.

A atividade foi promovida pela Secretaria Municipal de Assistência Social como parte das etapas preparatórias para a 13ª Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, centrando esforços no eixo de prevenção e enfrentamento de abusos.

Rede de proteção e sinais de alerta em sala de aula

Durante o encontro, os alunos aprenderam que a violência não se restringe ao contato físico, englobando também ameaças, humilhações, constrangimentos e intimidações praticadas em ambientes virtuais.

A gerente do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Santa Maria, Mara Thaís, explicou que a iniciativa busca aproximar os serviços públicos do cotidiano escolar para evitar que casos permaneçam em silêncio:

  • Articulação intersetorial: A ação uniu equipes da Assistência Social, da saúde e da própria instituição de ensino.

  • Acolhimento prático: O objetivo é garantir que os jovens saibam exatamente quais profissionais e locais estão preparados para recebê-los em caso de vulnerabilidade.

O psicólogo Ted Arruda, da equipe psicossocial da escola, destacou a relevância de mostrar aos estudantes que o poder público dispõe de uma rede estruturada e acessível para garantir a segurança de todos.

Dinâmica interativa e canais de denúncia

Para fixar o conteúdo de forma acessível, a palestra incluiu uma dinâmica na qual os estudantes analisaram situações cotidianas e classificaram os cenários utilizando três níveis de atenção:

  • Cor Verde: Atitudes cotidianas baseadas no respeito e na convivência saudável.

  • Cor Amarela: Situações atípicas que exigem cautela, diálogo e observação.

  • Cor Vermelha: Circunstâncias graves que demandam intervenção imediata da rede de proteção.

O estudante Cauã Raimundo, de 17 anos, aprovou a metodologia e destacou que a iniciativa esclareceu dúvidas fundamentais sobre como agir: “O que mais me chamou a atenção foram os canais de busca, porque existem diversas situações pelas quais podemos passar e, às vezes, nem sabemos onde procurar ajuda”, relatou.

Onde buscar ajuda e acionar a rede de proteção

Diante de qualquer suspeita ou confirmação de violência contra crianças e adolescentes, a orientação é acionar imediatamente os órgãos competentes:

Canal / Órgão Função Principal Contato / Acesso
Emergência Policial Para situações de perigo iminente ou flagrante de violência 190 (Polícia Militar, 24 horas)
Disque 100 Central nacional de denúncias de violações de direitos humanos Disque 100 (Ligação gratuita, 24 horas)
Conselho Tutelar Garantia de direitos e proteção imediata a menores Unidades locais em Várzea Grande
CREAS e CRAS Atendimento psicossocial e acompanhamento familiar especializado Centros de Referência do município

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