O início da safra 2026/2027 de soja em Mato Grosso do Sul foi um dos temas do podcast Agro de Primeira, apresentado por Edevaldo Nascimento e Tati Scaff. Os convidados foram o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta, e o analista de economia da entidade, Raphael Gimenez. (Assista ao episódio completo no YouTube acima ou clique no link abaixo para ouvir no Spotify.)
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Durante a entrevista, os especialistas destacaram que mudanças relacionadas ao vazio sanitário permitiram que parte dos produtores antecipasse a semeadura, estratégia que pode favorecer também o cultivo do milho safrinha.
Segundo Balta, a expectativa é de crescimento da área cultivada no estado.
“Já temos cerca de 18% da área estimada plantada. Nossa área estimada é de 4,874 milhões de hectares, um aumento de 5,5% em relação ao ciclo passado”, afirmou.
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Além da ampliação da área, os representantes da Aprosoja ressaltaram a importância do manejo do solo e do aumento da matéria orgânica para minimizar os impactos de estiagens e outras adversidades climáticas.
Endividamento cresce e exige mais eficiência no campo
Outro ponto discutido foi a situação financeira dos produtores. De acordo com Gimenez, o aumento dos custos de produção e a dificuldade de acesso ao crédito têm pressionado a rentabilidade das propriedades rurais.
Atualmente, o custo médio para produzir soja no estado gira em torno de R$ 5 mil por hectare, enquanto o percentual de contratos considerados problemáticos aumentou nos últimos meses.
“Em janeiro de 2025, cerca de 13% dos contratos eram considerados problemáticos. Hoje esse percentual já subiu para 28%. Muitas vezes a conta não está fechando”, destacou.

A entrevista também abordou temas como comercialização da soja, uso de bioinsumos, armazenagem de grãos, expansão do etanol de milho e alternativas como o sorgo.
Para os especialistas, o momento exige mais planejamento e foco em produtividade, já que a expansão de área deixou de ser a principal estratégia de crescimento para muitos produtores.