A família do professor Breno Antônio Humberto de Moraes, de 25 anos, segue sem respostas sobre o desaparecimento do jovem, que completa 12 dias nesta quinta-feira (8), em Várzea Grande.
A mãe de Breno esteve na delegacia nessa quarta-feira (7) para conversar com o delegado Bruno Abreu, responsável pelas investigações. Segundo ele, os dois tiveram uma conversa longa e emocionante sobre o andamento do caso.
O delegado pontuou, ainda, que a investigação pode estar próxima de um desfecho e que as equipes já teriam adotado, até o momento, todas as medidas possíveis para tentar esclarecer o que aconteceu com o professor.
Segundo a linha de investigação, que está sob sigilo, há possibilidade de que Breno tenha sido vítima de homicídio.
Ainda durante entrevista à reportagem, o delegado afirmou que não há indícios de envolvimento de uma organização criminosa no caso. Entretanto, essa hipótese não é totalmente descartada.
Investigação
Delegado cita conversa com mãe de professor desaparecido
Quando uma mãe confia na polícia isso gera mais responsabilidade para nós. O que eu disse para ela foi para confiar no nosso trabalho, toda a Delegacia de Homicídios está empenhada. Tem coisas que fogem do nosso controle, tem detalhes que não posso comentar com vocês nem com ela.
Bruno Abreu Delegado responsável pelas investigações
A polícia trabalha com a possibilidade de homicídio, mas o caso ainda está sob investigação.
Bruno Abreu disse também que a polícia já teria identificado os suspeitos de participação no desaparecimento do professor, mas que o caso segue sob investigação.
Relembre o desaparecimento de professor
Desaparecido desde noite do dia 26 de setembro deste ano em Várzea Grande, o professor Breno Antônio foi visto pela última vez após sair de casa para tomar sorvete e dizer à família que não demoraria.
O jovem pegou carona com um motociclista e não voltou, deixando de responder mensagens e ligações.
As últimas imagens de Breno foram registradas por uma câmera de segurança do bairro e mostram o jovem parado em frente a uma creche municipal parecendo aguardar alguém, às 20h22 do dia do desaparecimento.
Quatro minutos depois, um motociclista chega ao local, eles se cumprimentam e o jovem sobe na moto. Desde então, ele não foi mais visto.
O irmão gêmeo dele, Bruno Humberto, iniciou uma campanha nas redes sociais pedindo ajuda para esclarecer o desaparecimento. Nos vídeos publicados, ele conta que o irmão saiu de casa, no bairro Capela do Piçarrão, por volta das 20h30, inicialmente para tomar um sorvete.
Depois, voltou para casa, pegou um capacete e retornou para as proximidades da sorveteria, de onde saiu na garupa de uma moto. Breno usava regata marrom, short preto e capacete branco. Ele também carregava uma necessaire preta e vermelha com estampa da série americana ‘Stranger Things‘.
Família estranhou mensagens pelo celular
Horas depois do desaparecimento, os familiares tentaram falar com Breno pelo WhatsApp, mas não receberam resposta. Segundo o irmão gêmeo, começaram a chegar mensagens de uma pessoa que dizia estar em Cuiabá.

Bruno afirma que o conteúdo e a forma de escrever não pareciam com a maneira habitual de Breno se comunicar. Diante da desconfiança, a família pediu que ele enviasse um áudio ou uma foto, principalmente por causa do estado de saúde da mãe, que ficou desesperada com o desaparecimento.
Depois de muita insistência, uma foto de Breno foi enviada pelo celular. No entanto, segundo o irmão, ele aparecia usando roupas diferentes das que vestia quando saiu de casa, o que aumentou a preocupação da família.
Pouco depois, a pessoa que estaria com acesso ao celular deixou de responder.
Irmão pede ajuda para esclarecer caso
Em entrevista exclusiva à TV Centro América, Bruno Humberto, irmão gêmeo do professor, deu um relato emocionado relembrando os momentos anteriores ao sumiço de Breno. Ele contou que costumava conversar com o irmão sobre casos de desaparecimentos e que eles possuíam preocupação constante um com o outro quando estavam separados.
“Vivo ou morto eu vou achar ele… porque o Breno sempre falava pra mim ‘se um dia alguém fizer alguma coisa comigo, não descansa, luta até o fim’, e eu vou fazer isso por ele”, disse o gêmeo em lágrimas.
Manifestação por respostas
Duas manifestações já foram realizadas, nos dias 29 e 30 de setembro, por familiares e amigos do professor desaparecido, para cobrar respostas da polícia no esclarecimento do caso.
Na terça, o irmão gêmeo do professor desaparecido reuniu colegas do curso de Pedagogia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), para o primeiro ato em prol do esclarecimento do caso. Já na quarta, a manifestação foi em Várzea Grande, nas proximidades do local onde Breno foi visto pela última vez.
PROTESTO NA UFMT
Mobilização por respostas
Familiares, amigos, estudantes e integrantes da comunidade acadêmica participaram de um ato na UFMT para cobrar esclarecimentos sobre o desaparecimento do professor Breno Antônio Humberto de Moraes.
!
Breno, de 25 anos, está desaparecido desde sábado (26). A manifestação começou no Instituto de Linguagens e seguiu em caminhada até a região do Restaurante Universitário.
Formado pela UFMT, Breno atua na área da educação desde 2021, enquanto o irmão é estudante do 7º semestre também de Pedagogia.Nas redes sociais, o Centro Acadêmico de Pedagogia manifestou apoio e solidariedade à família do ex-aluno e pediu ajuda na divulgação do caso.
-
Manifestação cobra respostas por professor desaparecido; é a 2ª na semana
-
Professor desaparecido há 3 dias em Várzea Grande pode ter sido sequestrado; ‘Vou te achar morto ou vivo’, diz gêmeo
-
Suspeito de participação no desaparecimento de professor em Várzea Grande é localizado pela polícia; veja o que se sabe
-
‘Um irmão que não consegue mais viver sem ele’: família faz novo apelo após 7 dias de buscas por professor
-
VÍDEO mostra última vez em que professor foi visto antes de desaparecer em Várzea Grande
-
Professor de 25 anos desaparece após pegar carona em Várzea Grande e irmão gêmeo faz apelo: ‘não vou descansar’