O cabeleireiro Elielson Gonçalves Vieira, conhecido como ‘Elielson Hair’, foi preso na manhã desta quinta-feira (8), em Cuiabá, durante uma operação da Polícia Civil contra um esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Segundo as investigações, ele atuava na distribuição de entorpecentes para uma clientela de alto poder aquisitivo na capital mato-grossense.
A operação foi resultado de uma investigação iniciada há aproximadamente dois anos, após o próprio cabeleireiro ter sido preso em flagrante por tráfico de drogas. A partir daquela ocorrência, os investigadores passaram a rastrear a origem dos entorpecentes, os responsáveis pela distribuição e o caminho percorrido pelo dinheiro obtido com a atividade criminosa.
De acordo com o delegado Wilson Cibulski Júnior, titular da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), Elielson exercia uma função específica no esquema investigado, mantendo contato com pessoas de maior poder aquisitivo para a distribuição das drogas.
“Uma das pessoas presas hoje foi esse cabeleireiro e ele realmente tem essa função no tráfico de drogas, esses contatos aí com esse pessoal, com essa clientela de mais alto poder aquisitivo e fazer essa distribuição”, afirmou o delegado.
Investigação identificou movimentações financeiras suspeitas
Além da comercialização de entorpecentes, a Polícia Civil identificou indícios de um esquema de lavagem de dinheiro que utilizava contas bancárias de terceiros, conhecidos como laranjas, e até nomes de familiares para movimentar valores supostamente provenientes do tráfico.
Segundo o delegado, as transações financeiras ocorriam entre Cuiabá e a região de fronteira, apontada como a origem das drogas distribuídas pelo grupo. A investigação também identificou movimentações em nome de pessoas que, conforme a polícia, não possuíam capacidade financeira compatível com os valores movimentados.
“Eles utilizavam contas de laranja para movimentação do dinheiro entre aqui e a região de fronteira, de onde vinha a droga. Utilizavam nomes de familiares também para essa movimentação financeira oriunda do tráfico de drogas”, explicou Cibulski Júnior.

Como parte das medidas adotadas na investigação, a Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 1,5 milhão. A medida busca atingir os recursos financeiros supostamente relacionados às atividades criminosas investigadas.
A operação foi realizada em Cuiabá e outras cidades, com o objetivo de desarticular a estrutura de distribuição de drogas e movimentação financeira do grupo. A Polícia Civil ainda não detalhou, nas informações apresentadas, o número total de presos nem os valores efetivamente bloqueados.
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