Mato Grosso do Sul registrou 8.371 casos de golpe entre janeiro e setembro de 2026, segundo dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) presentes no balanço estatístico do Sistema Integrado de Gestão Operacional (SIGO). O volume representa uma média de cerca de 30 ocorrências por dia, o equivalente a mais de um caso por hora no estado.
Apesar do número elevado, houve redução de 12,5% em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram registrados 9.572 boletins de ocorrência relacionados ao crime.
Somente no último dia de setembro, três casos de fraude eletrônica registrados em Campo Grande e Dourados chamaram a atenção pelo prejuízo causado às vítimas. As ocorrências somam aproximadamente R$ 43 mil em perdas financeiras.
Golpe do Mercado Livre
Em Campo Grande, um comerciante da Vila Moreninha II relatou à Polícia Civil ter perdido cerca de R$ 10 mil após receber uma ligação de uma pessoa que se apresentou como funcionário do Mercado Livre.
O suspeito informou que a vítima teria sido escolhida para instalar um ponto de recebimento de mercadorias em seu estabelecimento comercial. Durante a conversa, orientou o comerciante a instalar um aplicativo e acessar dados bancários.
Em seguida, a vítima perdeu o controle do celular e constatou transferências via Pix e pagamento de boleto que não reconhece como autorizados.

Golpe da gerente de banco
Também na Capital, uma moradora do Jardim Itatiaia registrou prejuízo estimado em R$ 20 mil após ser enganada por uma pessoa que utilizava o nome, a fotografia e até uma voz semelhante à de sua gerente bancária.
Segundo o boletim de ocorrência, a falsa gerente alegou que empréstimos e boletos haviam sido emitidos em nome da correntista e que seria necessário realizar pagamentos e transferências para posterior ressarcimento.
A vítima efetuou diversos Pix e pagamentos antes de desconfiar da situação e procurar a agência bancária.

Falso anúncio de veículo
Em Dourados (MS), um homem perdeu R$ 13 mil ao negociar a compra de um veículo anunciado na internet. Conforme o registro policial, ele acreditava tratar diretamente com o proprietário do automóvel e realizou três transferências via Pix, totalizando o valor.
Posteriormente, descobriu que a fotografia utilizada nas conversas pertencia a outra pessoa e que havia sido vítima de um golpe.

De acordo com o boletim de ocorrência, os criminosos enviaram fotos e vídeos do veículo durante as negociações e informaram que a conta usada para receber os valores pertencia à suposta esposa do proprietário, circunstância que não despertou suspeitas no momento da transação.