Eleitores enfrentam viagem de 4h30, pontes precárias e risco de atoleiro para votar em MT; veja onde ficam os locais de votação de difícil acesso

O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) atualizou a relação de localidades consideradas de difícil acesso no estado. A nova lista consta em resolução publicada no Diário da Justiça Eletrônico desta quarta-feira (16). Eleitores de comunidades afastadas de Mato Grosso vão enfrentar trajetos de até 250 quilômetros, estradas sem asfalto, pontes em condições precárias e risco de atoleiros para chegar aos locais de votação nas eleições de 2026.

Entre os casos que chamam a atenção está o da Escola Municipal Campos Belos, em Campinápolis, localizada a aproximadamente 250 km da sede da zona eleitoral, em Nova Xavantina.

Segundo o processo analisado pelo TRE-MT, o deslocamento leva, em média, 4h30. Todo o percurso é feito por estrada não pavimentada e inclui diversas pontes em estado precário de conservação e trechos com risco de atoleiro.

Eleitores enfrentam viagem de 4h30, pontes precárias e risco de atoleiro para votar em MT. (Foto: Reprodução)

A escola, que fica na Aldeia Campos Belos, foi incluída oficialmente na relação de locais de difícil acesso do estado.

Aldeia fica a 145 km da sede

Outra localidade incluída é a Escola Municipal São Bento, extensão da Aldeia Pukanú, vinculada à Zona Eleitoral de São Félix do Araguaia.

Para chegar ao local, são 145 quilômetros por estrada totalmente sem pavimentação. O trajeto leva cerca de 2h25 e precisa ser feito em veículo com tração nas quatro rodas, conforme as informações encaminhadas à Justiça Eleitoral.

A Aldeia Pukanú aparece na relação atualizada entre os locais de difícil acesso.

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Eleitores enfrentam viagem de 4h30, pontes precárias e risco de atoleiro para votar em MT. (Foto: Reprodução)

Comunidade a 140 km

Em Vila Rica, também passou a integrar a relação a Escola Municipal Domingos Pereira Ávila, localizada na Comunidade Vila Carmelita.

O local fica a aproximadamente 140 quilômetros da sede da zona eleitoral, também por estrada não pavimentada. A Justiça Eleitoral destacou que a comunidade já havia sido considerada de difícil acesso nas eleições municipais de 2024 e permanece nas mesmas condições para o pleito deste ano.

De aldeias a comunidades do Pantanal

A lista do TRE-MT vai muito além dessas três localidades. Ela reúne locais de votação espalhados por diferentes regiões do estado, incluindo aldeias indígenas, assentamentos, glebas, distritos e comunidades rurais.

Em Santo Antônio do Leverger e Barão de Melgaço, por exemplo, aparecem localidades como Território Indígena Perigara, São Pedro de Joselândia, Lambari, Baía São João, Águas Claras, Santana do Taquaral e Território Indígena Tereza Cristina.

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Eleitores enfrentam viagem de 4h30, pontes precárias e risco de atoleiro para votar em MT. – Foto: Reprodução

A relação também inclui a Terra Indígena Enawenê-Nawê, em Comodoro, além de locais em Rondolândia, como o Posto de Saúde da Aldeia Guwa Puxurej e a Escola Zawa Karey Pangyjy.

A atualização foi aprovada pelo TRE-MT em 14 de setembro e ainda será submetida à homologação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A classificação é usada pela Justiça Eleitoral para fins de concessão de diárias e passagens aos servidores que precisam atuar nessas regiões.

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