Mario Frias está proibido de deixar o país, determina STF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (10) medidas cautelares contra o deputado federal Mario Frias (PL-SP), investigado em um inquérito que apura supostos desvios de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares.

Frias está proibido de deixar o país e de manter contato com os demais investigados. As mesmas restrições foram impostas aos outros 28 alvos da Operação Make Up, realizada pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU).

A operação cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal.

STF proíbe Mario Frias de deixar país em investigação. – Foto: Reprodução

Entre os principais alvos também está a produtora Karina Gama. Duas entidades ligadas a ela, o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC), foram alvo das buscas.

Investigação apura desvio de recursos

Segundo a Polícia Federal, a investigação apura a atuação de uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados.

O grupo é suspeito de direcionar recursos repassados a uma organização da sociedade civil para empresas que teriam sido subcontratadas de maneira irregular, sem comprovação da efetiva prestação dos serviços.

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A investigação apura a atuação de uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados (Foto: PF)

Os investigadores identificaram movimentações financeiras de centenas de milhões de reais e suspeitas de tentativas de ocultação dos desvios até julho deste ano.

O inquérito apura possíveis crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes relacionados a licitações.

Uma auditoria realizada pela CGU, por determinação de Dino, também identificou indícios de irregularidades envolvendo R$ 2 milhões em emendas parlamentares indicadas por Mario Frias para entidades ligadas a Karina Gama.

Filme sobre Bolsonaro

Mario Frias aparece como roteirista e produtor-executivo de “Dark Horse”, filme ainda não lançado sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. O ator norte-americano Jim Caviezel interpreta Bolsonaro na produção.

Em maio, o Intercept Brasil publicou mensagens e um áudio que, segundo a reportagem, mostram o senador Flávio Bolsonaro cobrando recursos de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, para financiar o longa-metragem.

Ainda de acordo com o site, Vorcaro teria repassado ao menos R$ 61 milhões em 2025. O dinheiro teria sido enviado a um fundo nos Estados Unidos administrado por um advogado ligado ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro.

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