Líder de facção em MT é preso no Paraguai com documento falso

A Polícia Civil de Mato Grosso confirmou a prisão de João Batista Vieira dos Santos, apontado como uma das principais lideranças de uma facção criminosa atuante no estado. O foragido foi localizado e detido nesta quinta-feira (3) na cidade de Assunção, capital do Paraguai, no momento em que utilizava documentação falsa para tentar burlar a fiscalização internacional.

As investigações conduzidas pelas forças de segurança apontam que o suspeito possui uma extensa ficha criminal, respondendo por crimes de alta gravidade, como tráfico interestadual de drogas, uso de documento público falso, associação criminosa e envolvimento em esquemas de jogos ilícitos e lavagem de dinheiro.

Crimes de Repercussão e Esquema do “Novo Cangaço”

A trajetória criminal do investigado inclui episódios de grande impacto no sistema de segurança pública mato-grossense, revelando sua capacidade de articulação logística e financeira:

  • Túnel para Resgate na PCE: Em 2022, João Batista foi apontado como um dos articuladores da escavação de um túnel clandestino com aproximadamente 257 metros de extensão, estruturado a partir de uma residência em Cuiabá em direção à Penitenciária Central do Estado (PCE), com o objetivo de resgatar detentos de alta periculosidade.
  • Apreensão Recorde de Drogas: Em outubro de 2025, operações da Gerência de Combate ao Crime Organizado e Delegacia de Repressão a Entorpecentes (GCCO/Draco) resultaram na localização de quase duas toneladas de maconha enterradas em tonéis dentro de uma chácara vinculada ao investigado, ocasião em que quatro pessoas foram presas em flagrante.

Gestão Financeira e Prisão Internacional

Além dos crimes violentos, a Draco identificou que o suspeito exercia o cargo de coordenador estadual do esquema de exploração de jogos de azar conhecido como “Raspa Brasil Nacional”, gerindo a distribuição de bilhetes e cobrando repasses financeiros sob ameaças de sanções violentas da facção.

Mesmo foragido e tendo passado por períodos de ocultação no Rio de Janeiro, João Batista mantinha intensa atividade digital com identidades falsas. A captura no Paraguai foi realizada mediante cooperação policial internacional com as autoridades paraguaias, e os procedimentos para a extradição e cumprimento das ordens judiciais em aberto já estão em andamento.

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