A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura possíveis fraudes na Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) vai investigar uma suposta empresa “fantasma” ou “laranja” que teria recebido mais de R$ 40 milhões da pasta. Segundo o presidente da CPI, deputado Wilson Santos (PSD), o endereço registrado como sede da empresa fica no bairro CPA 3, em Cuiabá.
A apuração terá início em 7 de outubro, quando as atividades da CPI serão retomadas. A suspensão dos trabalhos ocorreu após um requerimento do presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Max Russi (Podemos).
Com a mudança, também foram adiados os depoimentos do ex-secretário de Estado de Saúde (SES), Gilberto Figueiredo, e do atual chefe da pasta, Juliano Mello.
Os membros da CPI que solicitaram a suspensão das atividades foram os deputados estaduais Beto Dois a Um (relator), Chico Guarnieri e Dilmar Dal Bosco.

Trabalhos
Na última reunião realizada no dia 26 de agosto, foram ouvidos a ex-secretária adjunta de Gestão Hospitalar da SES, Carolina Campos, e o ex-diretor do Hospital Regional de Cáceres, Onair Azevedo Nogueira. O ex-secretário Gilberto Figueiredo também deveria ser ouvido, mas não compareceu à sessão.
A CPI investiga possíveis irregularidades em licitações e contratos da Secretaria de Saúde realizados entre 2019 e 2023, relacionados às investigações que resultaram na Operação Espelho.

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