O setor de serviços de Mato Grosso encerrou o primeiro semestre de 2026 com um crescimento acumulado de 4%, registrando um índice que representa o dobro da média nacional, cuja alta foi de 2% no mesmo período. Os dados foram divulgados pela Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), conduzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Apesar do balanço positivo no consolidado dos seis primeiros meses do ano, os indicadores recentes apontam uma desaceleração econômica. O estado registrou uma retração de 2% em junho na comparação com o mesmo mês de 2025 e uma queda de 1,1% frente a maio, acumulando assim o terceiro mês consecutivo de resultados negativos na base anual.
Desempenho regional e nacional
No recorte da região Centro-Oeste, Mato Grosso garantiu o segundo melhor desempenho no acumulado do semestre. O ranking regional foi liderado pelo Distrito Federal, que disparou com alta de 9,1%, enquanto Mato Grosso do Sul e Goiás marcaram recuos de 0,5% e 1,6%, respectivamente.
Em âmbito federal, o volume de serviços permaneceu estável em junho na margem mensal, avançou 2% em relação a junho do ano passado e acumulou alta de 2,6% nos últimos 12 meses. O levantamento do IBGE abrange setores estratégicos como transportes, tecnologia da informação, turismo, alojamento, alimentação e serviços prestados às famílias e empresas, excluindo apenas o setor financeiro e bancário.
Perspectivas para o segundo semestre
A perda de dinamismo observada no setor mato-grossense a partir de abril traz incertezas sobre o comportamento da economia nos próximos meses. Caberá aos indicadores do próximo trimestre apontar se a desaceleração constitui apenas uma flutuação sazonal temporária ou se representará uma tendência de desaquecimento contínuo no restante de 2026.
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