Sorriso registra baixos índices de arboviroses em 2026, mas Saúde alerta para eliminação de criadouros

A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) de Sorriso divulgou o boletim atualizado de arboviroses com o panorama da dengue, zika e Chikungunya acumulado entre 1º de janeiro e o início de agosto de 2026.

Segundo os dados apurados pelo Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs) via Sistema Sinan On-line, o município contabilizou 56 casos positivos de dengue e 24 de Chikungunya no período. Dois casos suspeitos de zika foram investigados e descartados.

Embora o total de notificações seja considerado baixo pela coordenação do Cievs para o intervalo de sete meses, o alerta permanece ativo para evitar novos picos de contágio.

Mapeamento e distribuição geográfica dos casos

O levantamento detalha a evolução mensal e a localização com maior incidência das enfermidades no município:

  • Dengue: Janeiro liderou as ocorrências (10 casos), seguido por abril (9), julho (8), fevereiro (7), março (7), maio (7) e junho (6). Do total de 56 registros, dois evoluíram com sinais de alarme (em fevereiro e junho). Os bairros Mário Raiter (4), Distrito de Primavera (3), Rota do Sol (3) e Santa Clara (3) concentram os maiores volumes.

  • Chikungunya: Os 24 casos distribuíram-se entre fevereiro (5), janeiro (4), março (4), junho (4), abril (3), maio (2) e julho (2). Os bairros Bela Vista e Rota do Sol lideram com dois registros cada.

O médico e secretário de Saúde, Vanio Jordani, adverte sobre a gravidade da Chikungunya:

“Precisamos lembrar que além da fase aguda a Chikungunya apresenta uma fase crônica em que o paciente continua sentindo muita dor por um longo tempo, podendo ultrapassar seis meses”, frisou o gestor.

Ações de campo e principais focos identificados

Equipes da Vigilância em Saúde Ambiental mantêm rotina diária de vistorias em residências, comércios e Pontos Estratégicos (PEs). Durante os inspecionamentos, amostras de larvas são coletadas para análise laboratorial e os recipientes eliminados.

Atualmente, os maiores gargalos apontados pela fiscalização ambiental incluem:

  1. Água servida: Descarte inadequado de efluentes domésticos e comerciais em vias públicas;

  2. Bocas de lobo: Acúmulo de sujeira e resíduos em bueiros, gerando estagnação de água.

A coordenadora de Vigilância em Saúde Ambiental, Claudete Damasceno, reforça a importância da atenção contínua nos imóveis:

“Não temos pico de arboviroses, não há procura elevada e queremos manter dessa forma. É o momento ideal para a população dar uma geral no quintal de casa e na empresa”, orienta.

Descarte correto de resíduos e canais de denúncia

A Semsa orienta a população a dedicar dez minutos semanais para eliminar recipientes que acumulem água e evitar o acúmulo de entulhos, que também atrai animais peçonhentos como escorpiões e cobras. A Prefeitura reforça o cumprimento do calendário municipal de coleta de resíduos sólidos para o descarte de móveis, eletrodomésticos velhos e restos de poda vegetal.

  • Sintomas suspeitos: A orientação é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para atendimento clínico e notificação.

  • Denúncias de criadouros ou água servida: Podem ser feitas diretamente à Unidade Sentinela da Vigilância Ambiental pelo telefone/WhatsApp (66) 99600-1462.

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