Polícia Civil identifica 15 alvos do núcleo financeiro do Comando Vermelho e bloqueia R$ 38 milhões na Operação Replay

A Polícia Civil de Mato Grosso identificou os 15 investigados apontados como os principais integrantes do núcleo financeiro da facção criminosa Comando Vermelho, alvos centrais da Operação Replay, deflagrada nos estados de Mato Grosso, Santa Catarina e Rio de Janeiro. A ofensiva policial também resultou no bloqueio judicial de aproximadamente R$ 38 milhões em bens móveis, imóveis e ativos financeiros ligados ao esquema ilícito.

Conforme as informações repassadas pela corporação, a operação é coordenada pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco). Até a última atualização dos autos, a Polícia Civil não havia divulgado o balanço definitivo indicando quantos investigados foram presos em flagrante ou preventivamente e quantos continuam na condição de foragidos.

Lista de investigados e prisão estratégica em aeroporto

Segundo a apuração oficial, a lista de investigados inclui: Paulo Witer Farias Paelo (conhecido como “W.T.”), Emerson Ferreira Lima (“Gordão” ou “GD”), Alex Júnior Santos de Alencar (“Soldado”), Wellen de Amorim Gomes, Aldemir de Assis Campos (“Tucão”), Giselly Breier Streck, Katani Adorno Bocardi, Thawany Nunes Silva de Bulhões, Dayane Karol Moreira da Silva, Jhonatan Alves Ventura, Brunno Passos da Silva (“Brunninho”), Paulo Vinicius Gabriel de Araújo, Wires Alves Guerra, Nagilda Cândida Ferreira Lima e Fernando Wagner Moraes Amorim.

A captura mais recente foi a de Katani Adorno Bocardi, efetuada na madrugada da última sexta-feira (31) de julho de 2026 no Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, logo após seu desembarque de um voo vindo da França. De acordo com o delegado Vitor Hugo Caetano, a suspeita exercia um papel estratégico na movimentação financeira da rede criminosa, atuando diretamente ao lado de Paulo Witer Farias Paelo, apontado pelas investigações como o principal tesoureiro da organização.

Atuação do núcleo e sequestro de bens

As apurações da Draco revelam que “W.T.” continuava exercendo o comando de parte das operações financeiras mesmo estando recluso, utilizando aparelhos celulares de dentro da Penitenciária Central do Estado (PCE) para repassar ordens a cúmplices em liberdade sobre a ocultação de patrimônio e a aquisição de bens de luxo.

O inquérito detalha ainda que a advogada Dayane Karol Moreira da Silva era responsável por regularizar documentações de imóveis registrados em nome de “laranjas” para dar aparência legal ao capital ilícito. Já Alex Júnior Santos de Alencar atuava como operador externo de “W.T.”, enquanto Brunno Passos da Silva mantinha contato direto com o líder para cumprir diretrizes do esquema.

A Justiça determinou o sequestro de cerca de R$ 20 milhões em imóveis e veículos de alto padrão, além do congelamento de R$ 18 milhões em contas bancárias. A Operação Replay coroa uma sequência de investigações iniciadas nas operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra, visando desmantelar a estrutura de lavagem de dinheiro da facção em Mato Grosso.

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