A construção de lideranças globais, os desafios da produção de alimentos e as oportunidades do agronegócio em um mercado cada vez mais conectado foram temas do podcast Agro de Primeira, apresentado por Tati Scaff. O episódio recebeu Alexandre de Paula, produtor rural, pesquisador do Nuffield e presidente do Sindicato Rural de Eldorado, além da pesquisadora polonesa Martyna Wilk, especialista em nutrição e bem-estar animal.
Durante a entrevista, os convidados compartilharam experiências do programa Nuffield, uma das principais iniciativas internacionais de formação de lideranças no agro, e discutiram tendências para o setor nas próximas décadas. (Assista ao episódio completo no YouTube acima ou clique no link abaixo para ouvir no Spotify.)
Ao falar sobre a importância das conexões internacionais, Alexandre destacou que compreender o cenário global é fundamental para o desenvolvimento do agronegócio.
“O agro é global. Se você é produtor e acha que o agro é só dentro da sua fazenda, você está ficando para trás”, afirmou o pesquisador.
O agro não termina na porteira, a visão global é essencial para o futuro do setor. (Foto: Reprodução)
Inteligência artificial irá revolucionar as fazendas com dados cada vez mais precisos
Exportação no agro: o caminho para lucrar em dólar e diversificar a renda
Você conhece o Selo Arte? A certificação pode levar seus produtos artesanais para todo o Brasil
Martyna explicou que o programa Nuffield incentiva profissionais a saírem da zona de conforto, conhecerem diferentes culturas e desenvolverem habilidades de liderança. Para ela, um líder global precisa ter mente aberta e disposição para aprender continuamente.
Sustentabilidade e alimentação no centro das discussões
Outro tema abordado foi a necessidade de produzir mais alimentos sem comprometer os recursos naturais. Segundo Martyna, as futuras gerações enfrentarão desafios diferentes dos atuais e precisarão adaptar a produção às mudanças climáticas.
A pesquisadora também chamou atenção para a relação entre alimentação e saúde, especialmente diante do avanço dos alimentos ultraprocessados.
“Nós somos o que comemos, na verdade. A segurança alimentar do ponto de vista microbiológico é muito importante, mas o alimento altamente processado é o maior problema agora”, destacou.
Pesquisadorees defendem visão internacional para se tornar um bom líder. (Foto: Thauana Luares)
A entrevista ainda abordou o potencial da África para a produção mundial de alimentos e a importância de compartilhar conhecimento para promover mudanças graduais no setor.
Ao final, Alexandre reforçou que seu objetivo é utilizar os aprendizados adquiridos no programa para contribuir com o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul e ampliar sua inserção nos mercados internacionais.