A defesa do empresário Maike Koseki de Capua, de 41 anos, investigado por supostamente monitorar a rotina de um delegado da Polícia Civil e de familiares dele, afirmou que recebeu com surpresa a decisão da Justiça que decretou a prisão preventiva do cliente. Os advogados informaram que vão recorrer da medida e tentar reverter a ordem judicial. Ele ainda não se entregou.
Maike é alvo da Operação Autoritas, deflagrada pela Polícia Civil nessa terça-feira (14), em Cuiabá. Segundo as investigações, ele teria acompanhado a rotina do delegado responsável pelo inquérito em que responde por suposta participação em organização criminosa. A polícia afirma que o monitoramento também atingiu a esposa, o filho e outros familiares da autoridade, inclusive menores de idade, em uma tentativa de intimidar o investigador e interferir na ação penal.
Além da prisão preventiva, a Justiça expediu dois mandados de busca e apreensão. O empresário não foi localizado durante as diligências e é considerado foragido.
Em nota, a defesa afirmou que Maike sempre permaneceu à disposição das autoridades e que jamais adotou qualquer conduta para dificultar as investigações ou comprometer a atuação da Justiça.
Os advogados também sustentam que as acusações ainda serão analisadas ao longo do processo e afirmam que apresentarão a versão do empresário durante a instrução da ação penal.
“Procurando por pessoas, amigos em comum, querendo saber onde cada um trabalhava, onde o filho estudava, a vida, a rotina da família do colega delegado. Qualquer pessoa que tiver informações do paradeiro dele pode fazer a denúncia na delegacia”, afirmou o delegado Edson Pick.
Segundo a defesa, Maike não pretende fugir nem se afastar para evitar o cumprimento da lei. Ainda conforme a nota, ele pretende colaborar com a Justiça, prestar todos os esclarecimentos necessários e comprovar a própria inocência.
Os defensores não comentaram as provas reunidas pela Polícia Civil, alegando que o processo tramita sob sigilo.
Operação investiga monitoramento de delegado
De acordo com a Polícia Civil, o monitoramento começou após Maike se tornar réu por suposta participação em organização criminosa. A investigação aponta que ele passou a acompanhar a rotina do delegado responsável pelo caso, além da esposa, do filho e de outros familiares da autoridade.
Segundo a corporação, o objetivo seria intimidar o investigador e influenciar o andamento do processo criminal.
A Operação Autoritas foi conduzida por equipes da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), em cumprimento a ordens expedidas pela 7ª Vara Criminal de Cuiabá.
Conforme a Polícia Civil, as investigações continuam para localizar o empresário e esclarecer todos os fatos relacionados ao caso.
O caso resultou na Operação Autoritas, deflagrada nessa terça-feira (14), em Cuiabá. A Justiça expediu um mandado de prisão preventiva e dois de busca e apreensão.
Em nota, a defesa afirmou que o empresário sempre permaneceu à disposição das autoridades e não teria adotado medidas para atrapalhar as investigações ou a atuação da Justiça.
Os advogados também sustentaram que as acusações ainda serão analisadas durante o processo e que apresentarão a versão do empresário nos autos.
Ainda conforme a nota, Maike não pretende fugir nem se afastar para evitar o cumprimento da lei penal. A defesa declarou que ele pretende colaborar com a Justiça, prestar esclarecimentos e demonstrar a inocência durante o processo.
Os advogados não comentaram as provas reunidas pela investigação, sob a justificativa de que o caso tramita sob sigilo.
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