Uma facção investigada por usar bingos para lavar dinheiro obtido com o crime organizado virou alvo da Operação Adsumus, deflagrada pela Polícia Civil nesta sexta-feira (10), em Rondonópolis (MT).
Durante o cumprimento de três mandados de prisão preventiva, os policiais encontraram estruturas montadas para os jogos e apreenderam grandes quantias em dinheiro. Veja abaixo:
Ao todo, a polícia cumpriu 17 mandados, sendo 11 de busca e apreensão e três de prisão preventiva, bem como medidas cautelares de suspensão de atividade comercial, bloqueio de contas bancárias e quebra de sigilo bancário contra alvos também nas cidades mato-grossenses de Cuiabá, Várzea Grande e Tangará da Serra.
As investigações da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis iniciaram após a apreensão de um celular usado por um dos suspeitos de roubo e incêndio, em fevereiro do ano passado, em uma padaria no bairro São Sebastião, na cidade.
Os crimes teriam sido praticados por dois homens armados, que anunciaram o roubo e, em seguida, incendiaram as dependências da padaria. No decorrer das investigações, os dois suspeitos foram identificados e tiveram as respectivas prisões preventivas decretadas judicialmente.
Em maio do ano passado, a dupla de foragidos foi abordada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) com documentos falsos. Com os suspeitos, a polícia encontrou e apreendeu celulares, nos quais foram identificadas a existência de um grupo de faccionados com atuação em várias cidades de Mato Grosso.
Bingos e lavagem de dinheiro
A Justiça decretou a suspensão de atividades de um estabelecimento comercial em Rondonópolis, onde eram realizados eventos e shows. O local funcionava com sede para a realização de sorteios ilegais de bingo, controlados pela facção criminosa.
As investigações apontaram, ainda, movimentações financeiras expressivas e incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelos responsáveis pelo estabelecimento.
Durante as ações policiais, máquinas de bingo e outros equipamentos usados na realização de jogos de azar também foram apreendidos.
Além de exploração de jogos de azar, fraude processual e falsidade ideológica, o grupo ainda é investigado pelos seguintes crimes:
- integrar organização criminosa;
- lavagem de capitais;
- tráfico de drogas;
- associação para o tráfico;
- ingresso ou facilitação da entrada de aparelho telefônico em estabelecimento prisional;
- extorsão;
- posse irregular de arma de fogo de uso permitido.
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